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Novo sistema de distribuição de remédios do SUS trará melhorias

Uma mudança no sistema de gerenciamento dos medicamentos do SUS promete melhorar a distribuição de remédios. Todo a administração será feita, a partir de agora, de maneira on line.

A novidade promete otimizar os recursos aplicados para esse fim e deve ser rapidamente adotada por todos os prefeitos. Faço aqui um alerta: as cidades que não começarem a utilizar a nova ferramenta em noventa dias ficarão sem o repasse para a compra dos medicamentos.

O novo sistema integra todas as informações como distribuição, estoque e vencimento dos remédios, de forma que será possível buscar em determinada cidade um remédio que esteja sobrando para a entrega em outro município que tenha falta.

Um projeto piloto obteve uma economia de 30%, o que permitirá mais investimento na compra de novos medicamentos, ampliando o número de pacientes atendidos.

A estimativa é que se essa economia for replicada em todo o país, a cada ano, mais  de R$ 1,5 bilhão pode ser revertido em medicamentos para a população.

Antes da informatização do sistema, apenas 20% dos dados chegava ao Ministério da Saúde por meio digital. O restante das informações chegava por planilhas ou por telefone.

Sem dúvida é o tipo de iniciativa que precisamos em nossa gestão pública para garantir mais economia, eficiência e melhor atendimento à população.

O valor gasto com a compra de medicamentos é muito alto e toda ferramenta que traga mais controle a ele deve ser celebrada.

Volto a chamar a atenção dos prefeitos para que mobilizem suas equipes de saúde para instalar o novo sistema e começar a utiliza-lo o mais rápido possível para não haver risco de suspensão no repasse dos recursos.

A perspectiva de melhoria na distribuição dos medicamentos me deixa muito animado.

 

Diagnóstico e tratamento de câncer no SUS ainda são muito demorados

 

Nosso Sistema Único de Saúde tem deixado uma grande dívida com seus usuários: a demora no diagnóstico do câncer é muito grande e traz prejuízos irrecuperáveis para o tratamento. E, nós sabemos, que neste caso o tempo é fundamental.

O tempo de espera entre a suspeita e a confirmação da doença, nos tratamentos do SUS, é inaceitável. As pessoas chegam a esperar por mais de um ano, o que causa um agravamento do quadro.

O tratamento do câncer em seu estágio inicial tem grandes chances de cura, mas o tempo é um grande inimigo se as medidas necessárias não forem adotadas a tempo.

Desde 2014, está em vigor uma lei que determina que todos os pacientes com câncer devem ser tratados na rede pública até dois meses após o diagnóstico. No entanto, levantamento do próprio Ministério da Saúde indica que quatro pacientes, em cada dez, não são atendidos no prazo.

O diagnóstico tardio tem feito com que mais da metade dos casos sejam descobertos já nos estágios mais avançados da doença. Além da perda da qualidade de vida e do maior risco de morte para os pacientes, o prejuízo para os governos também é maior, já que a doença, em fase mais avançada, demanda tratamentos mais caros e complexos.

O tratamento de um câncer de intestino no SUS, em seu estágio inicial, custa cerca de R$ 4 mil. Nas fases críticas, o valor chega a R$ 76 mil.

Em meu estado, Minas Gerais, já existe uma lei que determina um prazo máximo de 30 dias para a realização de exames e consultas no caso de suspeita de câncer. A legislação deve ser regulamentada em breve.

Temos, em tramitação, aqui nesta casa, propostas de lei que estabelecem prazos mais curtos para a realização de exames e consultas em casos suspeitos. Devemos nos aprofundar nesse debate.

É desumano deixar alguém com um diagnóstico de uma doença grave sem saber quando será o próximo passo de seu tratamento.

Precisamos acabar com essa verdadeira tortura.