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Número recorde de queimadas revela problemas na fiscalização ambiental

Setembro trouxe um recorde preocupante para o Brasil: o maior número de queimadas já registrado em um único mês. Foram 95 mil em 22 dias.

Esse número alarmante chama a atenção para dois fatores: a estiagem prolongada e a pouca fiscalização que temos tido em nossas matas, florestas e reservas ambientais.

Temos uma boa legislação, mas não temos colocado em prática. Infelizmente, vemos todos os dias as notícias de que grande parte desses incêndios são criminosos. Além da fiscalização, falta punição também.

Os motivos que levam às queimadas são muitos, como limpeza de pasto e preparo para o plantio entre outros.

Mas os resultados são desastrosos para o meio ambiente: destroem a fauna e a flora nativas, causam empobrecimento do solo e reduzem a penetração de água no subsolo, além de gerar poluição atmosférica com prejuízos à saúde de milhões de pessoas.

Meu estado, Minas Gerais, é um dos que mais tem enfrentado esse aumento absurdo no número de queimadas.

A ausência de chuvas chega a mais de cem dias em algumas regiões do estado, e tem causado inúmeros prejuízos.

Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o fogo chegou bem perto de alguns grandes condomínios residenciais.

Já na Região Central, o incêndio chegou próximo à Reserva do Santuário do Caraça, tradicional ponto turístico e que abriga uma bela vegetação, com diversas espécies de animais.

Campanhas educativas sobre as queimadas não faltam. Infelizmente, as pessoas não têm se sensibilizado como deviam.

Saída dos EUA do Acordo de Paris trará retrocesso ambiental para todos

Nesta semana, em que celebramos o Dia Mundial do Meio Ambiente não podemos deixar de lamentar a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris, como foi anunciado pelo presidente norte-americano Donald Trump.

Não podemos dizer que foi uma surpresa, já que essa era uma promessa de campanha dele, mas é um retrocesso para todos nós.

O acordo foi assinado há um ano e meio na Convenção da ONU sobre Mudanças Climáticas e tem como objetivo controlar o aquecimento global.

Caso contrário, teremos que conviver com graves efeitos como elevação do nível do mar, secas, tempestades, enchentes e, consequentemente, falta de água e alimentos.

A assinatura do acordo, em 2015, foi histórica porque uniu, pela primeira vez, quase todos os países do mundo em um pacto voltado às mudanças climáticas.

A saída de um país como os Estados Unidos, sem dúvidas, dificulta o cumprimento das metas estabelecidas. No ano passado, foi registrado um recorde nas emissões de dióxido de carbono, o que tem efeito direto no aumento das temperaturas do planeta. Os EUA contribuem com cerca de 15% das emissões globais de carbono.

Mas, por outro lado, o país é uma importante fonte de financiamento e tecnologia para países em desenvolvimento que se esforçam para combater o aquecimento global.

Com a decisão de agora, esse quadro deve mudar.

Donald Trump alegou que o Acordo de Paris traz prejuízos aos Estados Unidos, inclusive com a possibilidade de causar milhares de desempregos.

Sua fala está relacionada à produção de carvão. A expectativa, no entanto, é que a geração de energia por meio do carvão não volte a ganhar força, já que no próprio Estados Unidos o setor de geração de energia solar já é um grande empregador e essa é uma tendência mundial.

O custo da geração de energia renovável sofreu uma queda significativa e por serem muito menos poluentes do que o carvão são um caminho irreversível.

Essa consciência que o mundo tem hoje nos traz esperança de que a decisão de Donald Trump pode até atrasar as metas firmadas no Acordo de Paris, mas não irá nos impedir de alcançá-las.

Extrema é exemplo para o Brasil com o Projeto Conservador das Águas

A Prefeitura de Extrema recebeu o VI Prêmio Hugo Werneck pelo seu Projeto Conservador das Águas, que já plantou mais de 1 milhão de mudas e reflorestou diversas áreas que antes eram pastos.

É mais um reconhecimento justo pela inovação do Projeto Conservador das Águas, que é um grande exemplo para todo Brasil”, destaca o deputado federal Rodrigo de Castro.

O projeto foi implantado há 11 anos em Extrema, numa experiência pioneira. Sua proposta é replantar árvores nativas para a recuperação de nascentes. Para isso, os produtores rurais que aderem ao projeto são remunerados.

A Secretaria de Meio Ambiente de Extrema é responsável pela plantação de mudas nativas e pelo cercamento das áreas protegidas próximas às nascentes dos rios. As nascentes recuperadas ajudam a aumentar a vazão do Rio Jaguari.

Fico muito feliz de ver que o prefeito Luiz Carlos Bergamin abraçou o projeto e que a recuperação das nascentes continua sendo um objetivo forte em Extrema”, afirma Rodrigo de Castro.

No ano passado, o Conservador das Águas beneficiou cerca de 170 agricultores, com R$ 750 mil.