O Senado deu, há alguns dias, um passo muito importante para beneficiar a vida de milhares de brasileiros ao aprovar o projeto que cria a figura da Empresa Simples de Crédito.

A partir de agora, as pessoas poderão emprestar dinheiro em suas comunidades para micro e pequenas empresas e microempreendedores individuais.

Essa nova figura jurídica ocupa uma importante lacuna deixada pelos bancos, que não oferecem condições atrativas para que esse público tenha acesso a financiamentos.

Segundo o Sebrae, pelo menos 20% dos pequenos empresários brasileiros já tiveram pedidos de empréstimo negados pelos bancos, além de não encontrarem linhas de financiamento com as condições que lhe interessam.

A Empresa Simples de Crédito vai entrar exatamente neste ponto, sem todas as formalidades do sistema financeiro.

As pessoas que decidirem constituir uma Empresas Simples de Crédito deverão operar com recursos próprios, não poderão cobrar tarifas e terão um limite para os ganhos com juros. Terão atuação específica dentro de um município e nas cidades vizinhas.

A aprovação do projeto do Senado aconteceu sem mudanças no texto que foi votado por nós, aqui na Câmara dos Deputados.

Após a sanção do presidente, a medida já entra em vigor e tem tudo para funcionar muito bem e alavancar muitos negócios em todo Brasil.

Sou um entusiasta de iniciativas como essas porque acredito que boas oportunidades podem surgir a partir dessas facilidades. Temos obrigação de trabalhar neste sentido já que esses empreendedores geram empregos e renda para o país.

Entre as empresas brasileiras, 99% são micro e pequenas, responsáveis por 52% dos empregos com carteira assinada no setor privado. Além disso, são mais de sete milhões de microempreendedores individuais e as expectativas são de que esses pequenos negócios não parem de crescer.

Os números falam por si. Toda iniciativa para incentivar esse tipo de negócio é muito bem vinda e tenho certeza de que a Empresa Simples de Crédito será um passo muito significativo para muitos brasileiros.