Categoria: Saúde

Nova legislação facilita o transplante de órgãos no Brasil

O Brasil tem a maior rede pública do mundo de transplante de órgãos. Nos primeiros seis meses deste ano, batemos o recorde com mais de 12 mil transplantes. Há, no entanto, uma grande fila de espera e medidas adotadas recentemente nos trazem a esperança de que a cura irá chegar mais rápido para milhares de brasileiros.

Um decreto assinado na semana passada promoveu mudanças nas regras definidas há 20 anos e facilitou alguns aspectos da doação.

Entre as novidades estão a retirada da exigência do médico especialista em neurologia para realizar o diagnóstico da morte cerebral. A partir de agora, qualquer profissional com capacitação específica poderá constatar a morte encefálica.

Outra alteração permite que companheiro ou companheira autorize a doação, sem mais necessidade de ser casado oficialmente.

O decreto também aumenta o prazo de validade, de dois para quatro anos, das autorizações de estabelecimentos de saúde e equipes responsáveis por realizar os transplantes no país. Dessa forma, os profissionais que serão capacitados poderão se dedicar para executar os procedimentos com maior eficiência.

A expectativa é que a modernização na legislação facilite e estimule a doação de órgãos.

No Brasil, atualmente, 95% dos procedimentos de transplantes são realizados e financiados pelo SUS. Ficamos atrás apenas dos Estados Unidos no ranking de maiores transplantadores.

Entre 2008 e 2016, os recursos investidos nessa área pelo SUS passou de R$ 453,3 milhões para R$ 942,2 milhões. Este ano, a expectativa é que sejam investidos R$ 966 milhões para o sistema.

Acredito que estamos no caminho certo, com uma legislação mais moderna e investimentos crescentes.

Temos tudo para atingir a excelência neste assunto e sermos exemplo para todo o mundo. Já podemos sonhar que, em poucos anos, reduziremos a nossa fila de espera e que todos os transplantes serão realizados num curto espaço de tempo.

Diagnóstico e tratamento de câncer no SUS ainda são muito demorados

 

Nosso Sistema Único de Saúde tem deixado uma grande dívida com seus usuários: a demora no diagnóstico do câncer é muito grande e traz prejuízos irrecuperáveis para o tratamento. E, nós sabemos, que neste caso o tempo é fundamental.

O tempo de espera entre a suspeita e a confirmação da doença, nos tratamentos do SUS, é inaceitável. As pessoas chegam a esperar por mais de um ano, o que causa um agravamento do quadro.

O tratamento do câncer em seu estágio inicial tem grandes chances de cura, mas o tempo é um grande inimigo se as medidas necessárias não forem adotadas a tempo.

Desde 2014, está em vigor uma lei que determina que todos os pacientes com câncer devem ser tratados na rede pública até dois meses após o diagnóstico. No entanto, levantamento do próprio Ministério da Saúde indica que quatro pacientes, em cada dez, não são atendidos no prazo.

O diagnóstico tardio tem feito com que mais da metade dos casos sejam descobertos já nos estágios mais avançados da doença. Além da perda da qualidade de vida e do maior risco de morte para os pacientes, o prejuízo para os governos também é maior, já que a doença, em fase mais avançada, demanda tratamentos mais caros e complexos.

O tratamento de um câncer de intestino no SUS, em seu estágio inicial, custa cerca de R$ 4 mil. Nas fases críticas, o valor chega a R$ 76 mil.

Em meu estado, Minas Gerais, já existe uma lei que determina um prazo máximo de 30 dias para a realização de exames e consultas no caso de suspeita de câncer. A legislação deve ser regulamentada em breve.

Temos, em tramitação, aqui nesta casa, propostas de lei que estabelecem prazos mais curtos para a realização de exames e consultas em casos suspeitos. Devemos nos aprofundar nesse debate.

É desumano deixar alguém com um diagnóstico de uma doença grave sem saber quando será o próximo passo de seu tratamento.

Precisamos acabar com essa verdadeira tortura.

 

Em momento de dengue, zika e H1N1, Brasil reduz gastos com prevenção de doenças

Qualquer pessoa consegue, em um raciocínio simples, entender que, na área da saúde, prevenção é tudo. Afinal, além de poupar sofrimento, os gastos são sempre menores para se evitar doenças do que para curá-las. Infelizmente, essa não tem sido a lógica do governo brasileiro nos últimos anos.

No ano passado, os gastos com prevenção de epidemias caíram em mais de 9%, exatamente poucos meses antes de vivermos uma das maiores epidemias de dengue e do avanço do zika vírus.

Esses recursos são aplicados nos repasses para estados e municípios, nas campanhas preventivas e na oferta de materiais como os testes de diagnósticos.

Somente no início deste mês de abril, o Ministério da Saúde alterou os critérios para a contratação de Agentes de Combate às Endemias, permitindo que as prefeituras possam contratar mais gente. Mas isso acontece somente agora, quando entramos no período de seca e a epidemia de dengue e zika começa a registrar queda.

Posso falar ainda dos graves dados que o Brasil apresenta na questão do saneamento básico. São 35 milhões de brasileiros sem acesso a esse serviço, e todos sabemos que essa é a única maneira de combatermos definitivamente doenças como essas.

Vejo agora que o governo novamente repete a falta de planejamento e de investimentos em prevenção.
Sem acabar com os problemas causados pela dengue e pelo zika, o Brasil já enfrenta um crescimento no número de infectados pelo H1N1, inclusive com centenas de mortes.

E mais uma vez o governo demora a agir. Por enquanto apenas metade das vacinas contra gripe foram enviadas aos estados e, em muitas cidades, as doses se esgotaram rapidamente e, em outras, as filas são enormes.
Isso sem falar na falta de outras vacinas e remédios para doenças graves, como diabetes. Fato que vem se repetindo nos postos de saúde de todo Brasil.

Enquanto não houver uma inversão na lógica e no planejamento dos investimentos, não teremos uma mudança na nossa saúde. O governo não pode ficar esperando as epidemias chegarem para agir. Prevenção é o caminho.

Alta da carga tributária eleva custo de remédios

A crise econômica não atinge apenas as contas do governo federal. Estados e prefeituras brasileiras também têm enfrentado enormes dificuldades em seus orçamentos e, infelizmente, assim como o governo federal, que insiste na recriação da CPMF, muitos governadores optaram pelo caminho do aumento das alíquotas de impostos.

Um dos setores mais atingidos é o de medicamentos, um dos que mais pesam no bolso dos brasileiros. Com os últimos aumentos, a carga tributária média de remédios no Brasil passou a ser de 34,2%.

No meu estado, Minas Gerais, não foi diferente e um decreto alterou a alíquota dos medicamentos desde o início do ano.

Parece inacreditável que um setor de tamanha relevância na vida das pessoas tenha uma carga tributária deste tamanho. E é claro que as famílias de baixa renda são as mais atingidas.

Em muitos estados, os impostos dos medicamentos são mais altos do que de automóveis. Não faz nenhum sentido.
Infelizmente, muitos governantes no Brasil trabalham com a lógica de aumentar impostos para tentar equilibrar suas contas. Nem sempre esse é o melhor caminho. Uma carga tributária muito alta pode ter um efeito contrário, provocar uma paralisia econômica e não ter o efeito esperado no aumento da arrecadação.

Talvez por isso o setor de medicamento tenha sido escolhido. Afinal, as pessoas não podem ficar sem comprar seus remédios.

Mas é uma lógica cruel, não? Os preços dos medicamentos já estão sofrendo pressão pela alta do dólar e pelo aumento de outros insumos como energia e ainda terão impacto de uma carga tributária gigantesca.

A administração pública no Brasil precisa parar de trabalhar com a lógica de aumento de impostos para cobrir os rombos orçamentários. Não me canso de dizer que somente planejamento, redução da máquina pública, implantação de novos processos administrativos são o caminho para maior eficiência e economia.

Precisamos todos denunciar e cobrar isso. Não podemos aceitar que os brasileiros com menor renda sejam sempre os mais atingidos!

Epidemia de Zika vírus traz desafios a longo prazo para o Brasil

Não bastasse o mau exemplo que hoje somos para o mundo no que diz respeito à corrupção, incompetência na administração pública e sucessivos erros na política econômica, os erros do Brasil na questão da saúde também se tornam motivo de preocupação internacional.

Na última semana, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou que a disseminação do zika vírus e sua provável ligação com casos de microcefalia tornaram-se uma emergência de saúde pública mundial.

Diante da demora do governo brasileiro em agir, mesmo com milhares de casos de microcefalia e outras complicações neurológicas, a OMS chamou para si a responsabilidade de lidar com o problema.

Com essa declaração, espera-se que haja uma mobilização internacional em torno de pesquisas sobre o tema, na busca de vacinas e tratamentos.

Mas há dois aspectos, no Brasil, sobre a doença que precisamos analisar.

O primeiro deles diz respeito ao futuro das milhares de famílias já atingidas pela microcefalia. Que tipo de assistência será garantida a essas crianças que, em muitos casos, serão dependentes pelo resto da vida?

É uma questão que precisa ser respondida pelo governo e pelo Congresso brasileiro. Devemos discutir o assunto com urgência.

Outro ponto que precisa ser debatido é de que forma conseguiremos mobilizar a sociedade brasileira para o combate ao mosquito aedes aegypit?

O governo brasileiro foi omisso, demorou muito a agir no caso do zika vírus, mas não seria justo dizer que a culpa é só dele.

Há décadas o Brasil luta contra a dengue. São milhões de casos ano a ano, mas continuamos assistindo cenas de imóveis abandonados, lixo nas ruas e água parada.

Essa é uma guerra de todos. Se queremos evitar que boa parte de uma nova geração seja acometida pela microcefalia, precisamos todos nos mexer. Caso contrário, o futuro dos brasileiros que estão para nascer poderá ser muito triste.

Deputado garante, por meio de emendas, recursos para os dois hospitais de Viçosa

O deputado federal Rodrigo de Castro (PSDB/MG) anunciou, na última semana, a liberação de verbas de suas emendas parlamentares para os Hospitais São João Batista e São Sebastião, em Viçosa. Os recursos serão utilizados para a troca de equipamentos, aquisição de novos aparelhos e melhoria nas estruturas de atendimento já existentes. Com isso, a verba vai ajudar a Saúde de Viçosa e de toda região. Com a iniciativa, o deputado mantém a tradição de família de trabalhar pelos hospitais do município e o sistema de atendimento em toda Zona da Mata.

O Hospital São João Batista vai destinar o dinheiro para a substituição de antigas máquinas de hemodiálise, aquisição de novo aparelho eletrocardiógrafo, compra de poltronas, monitores, cadeiras de rodas, entre outros. O diretor administrativo do Hospital, Sérgio Pinheiro, destacou a importância dos recursos liberados pelo deputado para o hospital.

“Rodrigo de Castro tem sido companheiro do Hospital São João Batista. Num período de tanta dificuldade, a atuação parlamentar dele tem feito toda diferença para o hospital. São duas emendas liberadas recentemente para a compra de equipamentos que vão nos possibilitar atender, com mais qualidade, a nossa população. O deputado se preocupa com o ser humano. Ele vê em Viçosa a dificuldade que o hospital enfrenta e o benefício que esses recursos podem trazer. Já estávamos com equipamentos antigos e agora vamos conseguir prestar um serviço de mais qualidade”, afirmou.

O Hospital São João Batista possui hoje 117 leitos e é referência para atendimento de uma população de aproximadamente 200.000 habitantes. Foi credenciado, pelos Ministérios da Educação e Saúde, em dezembro de 2013, como Hospital de Ensino.

O Hospital São Sebastião, também contemplado, vai destinar o recurso para a compra de diversos equipamentos como camas hospitalares, aparelho de anestesia, marca-passo externo, monitores e um aparelho móvel de Raio X. O Hospital São Sebastião é uma entidade sem fins lucrativos e atende, em sua maioria, pacientes do SUS, abrangendo uma população estimada em 300 mil pessoas da cidade de Viçosa e municípios vizinhos. É um hospital geral que faz atendimentos de urgência e emergência, internações, inclusive de CTI adultos e neonatal, além de atendimentos a gestantes de alto risco. O provedor do Hospital, Carlos Raimundo Júnior, destacou que os novos equipamentos que serão adquiridos irão agilizar o atendimento para a população de Viçosa e da região, garantindo mais qualidade.

Rodrigo de Castro reassaltou que seu trabalho tem proporcionado mais resultados para Viçosa devido às importantes parcerias com outras lideranças como o prefeito da cidade, Ângelo Chequer, e o deputado estadual Roberto Andrade, que em seus mandatos realizam um trabalho sério e comprometido com Viçosa.

“Mesmo neste período de tantas dificuldades, inspirado pelo trabalho de meu pai, Danilo de Castro, que mudou a realidade de Viçosa, tenho atuado de maneira incansável pela saúde da nossa cidade. Como deputado federal, só neste ano já consegui a liberação de recursos para a prefeitura realizar obras de infraestrutura e emendas para os Hospitais São João Batista e São Sebastião. Hoje, o Brasil atravessa uma grave crise e o setor de saúde é o que sofre cortes mais drásticos. Pela complexidade dos atendimentos médicos, os investimentos precisam ser constantes e, por isso, garantimos a liberação desses recursos e já incluímos outros para o próximo ano. O trabalho continua”, afirmou.

Prefeitura

Rodrigo de Castro ressaltou a importância da parceria com a Prefeitura de Viçosa, por meio do prefeito Ângelo Chequer.
“Tenho muito orgulho dessa parceria. Ângelo tem enfrentado todos os problemas de Viçosa e enfrenta agora uma crise no governo do estado e no governo federal, mas não tem deixado de trabalhar pela cidade, especialmente na área da saúde”.

Rodrigo de Castro fez o anúncio da liberação das verbas acompanhado por prefeitos, vereadores e lideranças políticas da região. A presidente da Câmara de Viçosa, Marilange Santana, destacou a importância dos recursos liberados para o hospital e agradeceu ao deputado.

“É com muita alegria que te agradeço por se lembrar sempre de Viçosa. Na história, nada acontece por acaso. Aqui, as coisas estão acontecendo porque temos pessoas como você que acreditam em Viçosa e investem na cidade”, disse.

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A saúde brasileira está bem próxima do caos

Todos nós estamos cansados de saber que a situação da saúde no Brasil vai de mal a pior. Mas a nossa preocupação aumenta quando o ex-ministro da Saúde, Arthur Chioro, ainda no exercício da função, solta o verbo e diz que estamos próximos de um colapso.

Segundo o ministro, esse é o pior momento vivido pelo Sistema Único de Saúde nesses 25 anos de existência e a situação é insustentável. A frase do ministro é mais uma confirmação da incompetência que tomou conta do nosso país nos últimos anos.

Na previsão do ministro, os recursos previstos para os atendimentos de média e alta complexidade,no ano que vem, acabarão em outubro, de acordo com o que está previsto na proposta orçamentária.

Nas próprias palavras do ministro, UPAs, Samus, hospitais, prontos-socorros, transplantes, serviços de hemodiálise e serviços de análises clínicas não terão recursos para funcionar nos três últimos meses de 2016. Mas acredito que o caos pode chegar bem antes disso.

Não podemos deixar mais essa bomba para os prefeitos e trabalhadores. Precisamos nos debruçar sobre o projeto do orçamento e buscar novas formas de financiamento para a saúde. Missão muito difícil diante do quadro das contas públicas do atual governo.

O ex-ministro diz que alertou por inúmeras vezes para a necessidade de se encontrar novas fontes para o financiamento da saúde, mas não foi ouvido.

O governo fez como tem feito em diversas áreas. Foi empurrando o problema pra frente até o momento em que a bomba estoura no colo da população.

Vamos fazer a nossa parte, enquanto parlamentares, na análise da peça orçamentária e na busca de novos recursos.
E vamos cobrar também do governo mais responsabilidade e atenção. Parece que não tem noção da importância de um atendimento médico público de qualidade para o trabalhador, que não tem como custear um tratamento particular. Parece que estão brincando com a vida das pessoas. Muito triste essa realidade de nosso país.

Deputado garante novos aparelhos para o Hospital Gavazza em Ponte Nova

O deputado federal Rodrigo de Castro (PSDB-MG) esteve em Ponte Nova, no último dia 14, para a entrega oficial de novos aparelhos para o Hospital Arnaldo Gavazza, em Ponte Nova. Adquiridos por meio de emendas parlamentares, a população pontenovense, agora, conta com os aparelhos de Mamografia e Ecodoppler.

De acordo com Rodrigo de Castro, os aparelhos já estão instalados no hospital e permitirão um diagnóstico ainda mais preciso, além de mais segurança, tanto para o médico quanto para o paciente. “Minha próxima contribuição também virá por emenda parlamentar no valor de R$ 800 mil para ampliação do Gavazza”.

O presidente da Fundação Filantrópica e Beneficente de Saúde do Hospital Arnaldo Gavazza, Francisco Augusto de Castro Gomes, agradeceu o empenho e a parceria do deputado Rodrigo de Castro a quem, respeitosamente, chama de amigo. “Rodrigo é um parceiro e um amigo do hospital. Com seu empenho e recursos parlamentares, temos conseguido equipar o nosso hospital, promovendo qualidade de vida à população”.

Com informações da assessoria de comunicação do Hospital Arnaldo Gavazza