Categoria: Infraestrutura

FENERGIA: Rodrigo de Castro apresenta, no Espírito Santo, cenários e soluções para o setor energético brasileiro

O presidente da Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, Rodrigo de Castro (PSDB/MG), participou nesta segunda-feira (23/11) do VII Fórum Estadual de Energia do Espírito Santo, em Vitória. O deputado foi convidado para falar sobre os cenários e perspectivas do setor energético brasileiro. Rodrigo de Castro abordou sérios problemas enfrentados pelo Brasil, especialmente no planejamento das ações. Ele destacou também projetos em tramitação no Congresso Nacional que podem agilizar os investimentos no setor e garantir mais transparência para o consumidor.

A energia elétrica no Brasil está cara e as empresas do setor elétrico estão em péssima situação financeira, com elevado endividamento e baixa capacidade de investimento. Como chegamos a essa situação se o Brasil é um país com enorme disponibilidade de geração de energia elétrica? A meu ver, a causa dominante do desastre que vitimou o setor energético brasileiro se chama má gestão”, afirmou.

Rodrigo de Castro lembrou que a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) está trabalhando no Plano Nacional de Energia 2050, mas que tudo será em vão se o Brasil não agilizar as obras para o setor.

De que adianta planejar um conjunto de usinas, quando esse planejamento não considera o atraso médio de dois anos que, há mais de uma década, se verifica na data de entrada em operação das obras do setor elétrico brasileiro? Para que o planejamento setorial seja efetivo precisamos resolver essa questão de atraso sistemático das obras do setor elétrico”, destacou.

Como solução para esse problema, o deputado falou sobre o Projeto de Lei 8.129, de 2014, que torna obrigatória a obtenção de licença prévia dos empreendimentos de geração hidrelétrica e de transmissão de energia elétrica que forem objeto de licitações promovidas pelo governo federal, além de aumentar os prazos de implantação dos empreendimentos de geração estabelecidos nos leilões de compra de energia nova.

Rodrigo de Castro também ressaltou que o planejamento energético precisa considerar os reflexos na oferta e demanda de energia decorrentes das novas tecnologias, como a implantação de redes inteligentes. Dentro desse aspecto, ele apresentou o projeto de lei 1.017/2015, de sua autoria, e que permite que os consumidores escolham a empresa da qual querem comprar energia.

Como ficariam os preços da energia elétrica se fosse conferida a portabilidade das contas aos consumidores do setor elétrico, como ocorre hoje no setor de telefonia? Qual a influência que essa liberdade de escolha traria ao uso de fontes de energia renováveis?”, questionou.

Combustíveis
Em sua apresentação, Rodrigo de Castro também abordou a questão do petróleo. Para o deputado, a Petrobras não tem condições financeiras para continuar como a operadora única do petróleo na região do pré-sal.

Se insistirmos nessa tecla, deixaremos de criar empregos e atrair investimentos essenciais para que o Brasil saia da crise em que se encontra. Outra questão que precisamos resolver para aumentar a produtividade e destravar os investimentos no setor de petróleo, é a questão do conteúdo local”, pontuou, lembrando que há também, no Congresso Nacional, projetos de lei que propõem mudança para os assuntos.

Rodrigo de Castro afirmou que os problemas citados por ele já poderiam ter sido enfrentados pelo governo federal no Plano Nacional de Energia 2030, publicado em 2008, mas não foram, e infelizmente também não estão sendo contemplados no plano para 2050.

Os problemas de má gestão estendem-se por todo o Poder Executivo Federal e, por isso, o setor elétrico e o setor de petróleo brasileiros enfrentam as dificuldades atuais. Não obstante os esforços que estamos desenvolvendo no Congresso para equacionar esses temas da maior importância, sinto que o País está à deriva, com um timoneiro que não está à altura do cargo que ocupa, e pior, não tem a humildade nem o patriotismo necessários para reconhecer sua incapacidade e encaminhar a solução que a maioria dos brasileiros hoje deseja”, afirmou.

Deputado Rodrigo de Castro visita obras da usina de Belo Monte

O presidente da Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, Rodrigo de Castro (PSDB/MG), esteve na cidade de Altamira, no Pará, para conhecer as obras da usina Belo Monte e outras intervenções que estão sendo feitas pelo consórcio Norte Energia, responsável pela construção da usina.

O deputado visitou as Casas de Força nos sítios Belo Monte e Pimental, conheceu o vertedouro, por onde ocorre a vazão natural do rio para a Volta Grande do Xingu, e a Escada de Peixes, que está sendo construída no local. O deputado esteve ainda nas obras do Canal de Derivação, que levará água do Reservatório Principal, no rio Xingu, ao Reservatório Intermediário para gerar energia na Casa de Força Principal da usina.

Acompanhado do deputado João Carlos Bacelar (PR/BA), que também participa da Comissão de Minas e Energia, Rodrigo de Castro reuniu-se com o diretor de Obras da Norte Engenharia, Antônio Kelson Elias Filho, que fez uma exposição sobre os compromissos que o consórcio tem com a região e sobre os andamentos das obras.

É impressionante o desenvolvimento que a usina de Belo Monte está levando à cidade de Altamira e toda a região. Além da hidrelétrica, que vai atender todo o país com a geração de energia, as obras também beneficiam a comunidade, com infraestrutura, asfaltamento, construção de pontes, alargamento de ruas, um parque para lazer, conjuntos habitacionais, um hospital moderno e uma moderna estação de tratamento de esgoto. São realmente marcos, importantes para o dia-a-dia da população de Altamira”, declarou.

Na quinta-feira (22/10), na chegada a Altamira, Rodrigo de Castro conheceu as casas construídas pela Norte Energia em cinco novos bairros da cidade, visitou unidades básicas de saúde e o Hospital Geral do Mutirão, que está pronto e equipado para ser entregue à prefeitura. O deputado conheceu ainda as obras das escolas e creches, pontes e passarelas, além da Estação de Tratamento de Esgoto.

O deputado ressaltou ainda, o comprometimento da obra da usina com a sustentabilidade, o cumprimento das condicionantes do Projeto Básico Ambiental do Componente Indígena (PBA-CI) e a preservação da fauna e flora.

Há uma preocupação social da hidrelétrica muito grande, no tocante às comunidades indígenas e às outras comunidades ribeirinhas, além do cuidado ambiental, com a preservação das espécies”, complementou.

Deputado Rodrigo de Castro preside audiência pública sobre o setor sucroalcooleiro

Reunião vai discutir perspectivas para as usinas de cana de açúcar, responsáveis por milhares de empregos em todo Brasil

O deputado federal Rodrigo de Castro (PSDB /MG) preside nesta quarta-feira (07/10), às 10 horas, Audiência Pública na Comissão de Minas e Energia para debater a situação e as perspectivas para o setor sucroalcooleiro. A discussão atende a um requerimento apresentado pelo deputado, que presidente a Comissão, juntamente com o deputado João Coutinho. A reunião acontecerá no plenário 14, do anexo 2 da Câmara dos Deputados.

O setor sucroalcooleiro contribui de forma decisiva para a sustentabilidade ambiental e econômica da área energética brasileira. Apesar disso, vem enfrentando graves dificuldades, motivadas pela falta de uma política adequada. Muitas usinas de cana de açúcar chegaram a encerrar suas atividades recentemente, causando forte desemprego em muitas regiões. Acredito que a Audiência Pública será uma excelente oportunidade para discutir medidas que possam contribuir para a recuperação do setor”, destacou Rodrigo de Castro.

O deputado lembrou ainda que os produtos de cana-de-açúcar representam 16,3% da oferta interna de energia no Brasil e são essenciais para que o país mantenha um dos perfis energéticos mais renováveis do mundo.

O etanol evita a queima de grande volume de combustíveis fósseis e, como consequência, a emissão de alta quantidade de gases de efeito estufa. Contribui ainda para a nossa balança comercial já que o uso do álcool para abastecer os veículos diminui a necessidade de importação de gasolina”, explicou.

Outro produto vantajoso produzido pelo setor sucroalcooleiro, lembra Rodrigo de Castro, é a bioeletricidade, energia produzida através do bagaço da cana de açúcar. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Brasil já dispõe de 10,4 gigawatts de capacidade instalada de geração de bioeletricidade.

Serão convidados para participar do debate o secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Arnaldo Jardim, o diretor do Departamento de Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Ricardo de Gusmão Dornelles, o presidente-executivo da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig), Mário Ferreira Campos Filho, a diretora presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Elisabeth Farina, o presidente da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco, Alexandre Andrade Lima; o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Alagoas, Pedro Robério de Melo Nogueira, o presidente do Fórum Nacional Sucroenergético, André Luiz Baptista Lins Rocha e o presidente da Comissão Nacional de Cana de Açúcar da Confederação Nacional da Agricultura, Ênio Jaime Fernandes Júnior.

Atuação do deputado Rodrigo de Castro garante energia mais barata para empresas de Minas Gerais

Com isso, estarão assegurados milhares de empregos de diversas regiões do Estado que estavam ameaçados com a alta nas contas de luz

O presidente da Comissão de Minas e Energia, deputado federal Rodrigo de Castro (PSDB/MG), teve um papel fundamental para que o texto final da Medida Provisória 677/2015, aprovado nesta quarta-feira (30/09), pelo plenário da Câmara dos Deputados, beneficiasse grandes empresas de Minas Gerais que, assim como as do Nordeste e Centro-Oeste, terão direito a energia elétrica mais barata.

O texto original, enviado pelo governo, atendia apenas as empresas do Nordeste. Eu, como presidente da Comissão, juntamente com outros parlamentares negociamos exaustivamente com o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, e com o relator da matéria, senador Eunício Oliveira, para que o texto aprovado beneficiasse também empresas do Sudeste e do Centro-Oeste, com o intuito de salvarmos o emprego de milhares de trabalhadores”, explicou Rodrigo de Castro.

Segundo o deputado, o aumento nas contas de energia elétrica neste ano tem inviabilizado diversas atividades econômicas, acarretando demissões em massa em algumas regiões.

Falo como quem representa os mineiros. Estou vendo aqui nas cidades de Minas, como Pirapora, Várzea da Palma, Divinópolis, Santa Bárbara, empresas sendo fechadas e pais de famílias desesperados, com medo do desemprego. Estamos, na verdade, lutando por empregos no Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste”, destacou.

Segundo a proposta do governo federal, a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), subsidiária da Eletrobras, fica autorizada a prorrogar até 2037, contratos de fornecimento de energia com indústrias do Nordeste, classificadas como grandes consumidores. Esses contratos, assinados na década de 70, venceram em junho deste ano. Se não fossem prorrogados, as empresas teriam de comprar energia no chamado mercado livre, que tem preços superiores aos oferecidos pela Chesf a esses consumidores industriais.

A negociação realizada por Rodrigo de Castro e outros parlamentares permitiu que uma sistemática semelhante seja adotada para grandes consumidores junto a Furnas Centrais Elétricas S.A., outra empresa do grupo Eletrobras.
Consumidores situados no Sudeste e no Centro-Oeste dos setores de ferroliga, sílico metálico e magnésio poderão celebrar, de 1º de janeiro de 2016 até 26 de fevereiro de 2035, contratos com Furnas para a compra direta de energia por meio de leilões fechados com lance mínimo segundo um preço médio da energia acrescido de correção monetária.

Consumidores residenciais
Rodrigo de Castro garantiu que a Comissão de Minas e Energia continuará trabalhando para que todas as famílias brasileiras tenham direito a uma conta de luz mais barata, mas que o projeto aprovado é muito relevante pela quantidade de empregos que pode garantir.

A MP 677/2015 tramitou numa Comissão Mista, criada para apreciar a matéria, mas também foi discutida nas reuniões da Comissão de Minas e Energia. O texto segue agora para apreciação do Senado.

Rodrigo de Castro participa de inaugurações em Ervália e Viçosa

O deputado federal Rodrigo de Castro esteve na Zona da Mata neste último sábado (19/09) para duas importantes inaugurações. Logo no início da tarde, participou, em Ervália, da cerimônia de inauguração da ponte que liga o Vale do Sol à Praça do Rosário. Um antigo sonho dos moradores, que agora terão uma via mais rápida e segura de acesso. Juntamente com o prefeito Nautinho, o deputado estadual Roberto Andrade, o presidente da Câmara Municipal, Helder Mattos, e o ex-secretário de Governo de Minas Gerais, Danilo de Castro, o deputado destacou a entrega de mais uma obra para o povo ervalense e reafirmou o compromisso de continuar trabalhando para o município.

Essa ponte é um pedido antigo da comunidade e irá melhorar muito o acesso dos moradores. Tenho um orgulho muito grande de estar nessa inauguração, ao lado do Nautinho, prefeito que tem transformado essa cidade, do deputado Roberto Andrade, atuante na Assembleia na defesa dos interesses de Ervália, e dos vereadores. Hoje é dia de celebrar o desenvolvimento, o progresso e a administração do Nautinho, que atua sempre a favor dos verdadeiros interesses da nossa cidade. Parabéns, Ervália, por essa obra”, afirmou Rodrigo de Castro.

O deputado lembrou, ainda, que a obra da ponte foi uma parceria com o Governo de Minas, durante a gestão do PSDB. “Temos que lembrar e agradecer aos ex-governadores Antonio Anastasia e Alberto Pinto Coelho que tiveram a sensibilidade de entender nossas necessidades e confiaram na nossa capacidade de realizar as mudanças que Ervália precisa e sua população merece. Por isso, também temos que agradecer o trabalho incansável de meu pai, Danilo de Castro, que dedicou toda sua vida pública para trazer mais desenvolvimento para a cidade”.

A inauguração da ponte vai permitir que a rua Vereador Geraldo Juarez de Almeida passe a ser mão única, desafogando o trânsito de toda região.

Danilo de Castro também participou da inauguração da ponte e destacou o trabalho do prefeito Nautinho para a melhoria da qualidade de vida dos moradores de Ervália.

Hoje é um dia de festa, de alegria e a concretização de um grande sonho que é essa ponte. E isso só tem sido possível graças ao nosso prefeito Nautinho, uma pessoa séria que vem transformando Ervália”, ressaltou.

Viçosa: Escola Municipal Juscelino Kubitschek

No fim da tarde de sábado, o deputado federal Rodrigo de Castro esteve em Viçosa para participar da inauguração da Escola Municipal Juscelino Kubitschek, na Barrinha. Durante seu pronunciamento, Rodrigo de Castro ressaltou seu compromisso com a Educação e sua parceria com a cidade.

Temos um dever de trabalhar pela Educação. Nosso futuro será determinado pelo investimento que fizermos na formação das nossas crianças. É por isso que me orgulho de estar ao lado do competente e jovem prefeito, Ângelo Chequer, e do deputado estadual Roberto Andrade. São homens que estão alinhados com nosso compromisso de elevar a qualidade das escolas de Viçosa. Já temos um histórico de realizações na cidade e vamos continuar trabalhando para que nosso ensino seja referência em todo o Estado de Minas Gerais”, destacou.

Viçosa:

Crédito: Arthur Vieira
Ervália:

Mineração brasileira apresenta bons resultados e precisa receber mais incentivos

A mineração é das poucas atividades que tem movimentado a economia e as exportações brasileiras. Mesmo em um período de baixo preço do minério de ferro no mercado internacional e de queda nas vendas, o setor ainda ocupa os primeiros lugares na pauta de exportação brasileira e planeja novos investimentos. Por esses motivos, merece ainda mais o nosso incentivo neste momento.

Para continuar participando do mercado externo, a mineração brasileira precisa continuar investindo em competitividade, aumento de sua eficiência e domínio de novas tecnologias disponíveis. O setor sabe disso e tem feito a sua parte.

Além disso, no mercado internacional, a adoção de práticas sustentáveis é ponto fundamental na mineração. As empresas brasileiras aparecem bem cotadas nesse quesito, mas não podem deixar de acompanhar as novidades.

Uma das dificuldades enfrentadas pela mineração diz respeito à forte estiagem vivida pelo Brasil nos últimos anos. Mas o setor foi criativo e vem buscando alternativas, como o processo de beneficiamento a seco do minério de ferro, o uso dos circuitos fechados de água, que reduz o volume de água utilizado, e até mesmo a captação e armazenamento de água de chuva.

Apesar dessas dificuldades como falta de água, queda nos preços nas exportações e no volume de vendas, a produção mineral do Brasil continua em alta e o nosso potencial é enorme.
É preciso realmente continuar planejamento novos investimentos e buscando uma constante atualização.

O Brasil tem forte potencial como produtor – já que possui uma grande diversidade de minerais, mas também como consumidor, porque necessitamos de muitos investimentos em nossa infraestrutura, o que consome produtos oriundos de minérios.

O otimismo do setor mineral chega a ser um alento, diante de tantas notícias graves. E devemos trabalhar em apoio à mineração, uma atividade que sempre fez parte do Brasil.

Somente no meu Estado, Minas Gerais, são mais 60 mil empregos e previsão de US$ 20 bilhões para novos investimentos.

São números significativos e precisamos realmente apoiar o setor para que ele não perca o nível de conhecimento e a experiência já adquiridos pela mineração brasileira, e continue sendo um importante gerador de empregos.

Rodrigo de Castro propõe trabalho conjunto entre Legislativo e Executivo para incentivar a distribuição de energia solar

O presidente da Comissão de Minas e Energia, da Câmara dos Deputados, Rodrigo de Castro, defendeu nesta quarta-feira (09/09) um esforço conjunto, entre Legislativo e Executivo, para incentivar a mini e a microgeração distribuída de energia solar. A defesa aconteceu durante audiência pública convocada pelo próprio parlamentar e pelos deputados João Fernando Coutinho e José Stédile.

Num universo de 70 milhões de consumidores brasileiros, apenas 821 estão conectados ao sistema de energia fotovoltaica distribuída. Para um país com tanta incidência solar quanto o Brasil, isso ainda é ridículo. É um número pífio e chega a ser vergonhoso. Temos iniciativas neste sentido, mas são passos muito pequenos na direção do lugar que queremos chegar. Precisamos de um esforço conjunto. Estamos numa corrida e, infelizmente, estamos muito atrás. Países com muito menos potencial solar do que o nosso, como a Alemanha, estão anos luz à nossa frente. Lá, o correspondente a 1/4 do nosso uso energético vem de painéis solares”, defendeu.

O deputado lembrou que existem mais de 30 projetos de lei em tramitação na Câmara dos Deputados sobre o tema e defendeu que haja um esforço para dar celeridade para a aprovação das propostas.

Há muito que pode ser feito no Parlamento. Vamos formar um grupo de trabalho para dar celeridade a essa tramitação e vamos trabalhar cada vez mais e incansavelmente neste sentido. Com isso, o Congresso vai contribuir de forma mais efetiva para democratizar o uso dessa energia“, afirmou.

Rodrigo de Castro também cobrou mais ações por parte do governo federal para incentivar a comercialização da energia fotovoltaica.

A Caixa tem linhas de financiamentos muito ruins, com taxas muito altas. E o Ministério das Cidades deveria adotar como política de Estado o uso obrigatório de energia solar nos imóveis financiados pelo programa Minha Casa, Minha Vida. Com isso, estaria gerando energia mais limpa, mais econômica e possibilitando que cada morador gere sua própria energia e ainda comercialize o excedente. As iniciativas, dentro do programa, neste sentido, ainda são poucas“, definiu.

O deputado defendeu ainda um maior número de leilões por parte do governo federal para estimular a comercialização da energia solar.

Entraves
Uma das principais dificuldades levantadas durante a audiência pública para o estímulo à mini e à microgeração distribuída de energia fotovoltaica está relacionada com a carga tributária.

No primeiro semestre do ano, o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) publicou a isenção do ICMS para os consumidores que produzem energia e enviam seu excedente à rede elétrica de abastecimento. É preciso, no entanto, que os estados façam sua adesão à norma do Confaz. Por enquanto, o número de adeptos é pequeno. Além disso, há um compromisso do governo federal de isentar o PIS/Cofins da geração doméstica de energia.

O Diretor Executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), Rodrigo Lopes Sauaia, destacou que o setor espera apenas que seja tratado com os mesmos benefícios fiscais já concedidos a outras formas de energia alternativa, como a éolica.

A geração e distribuição de energia solar geram empregos de qualidade e essa é uma fonte energética limpa e sustentável. Em termos de sol, o Brasil tem tudo para assumir a liderança mundial nessa área. O país já tem uma matriz energética renovável, com o uso de hidrelétricas, mas temos sido obrigados a utilizar também as térmicas (que geram energia mais cara e poluente). É muito importante o investimento na variação da matriz energética brasileira”, destacou.

A necessidade de linhas de financiamento para o setor também foi debatida como uma urgência.

O gerente nacional de Sustentabilidade e Responsabilidade Socioambiental da Caixa Econômica Federal, Jean Rodrigues Benevides, apresentou os projetos do banco para a área de energia solar, mas concordou que é preciso aumentar ainda mais o estímulo para a geração e distribuição da energia fotovoltaica.

É incrível que num país com um potencial como o nosso, ainda utilizemos energia elétrica para os chuveiros. E cerca de 26% da conta de energia do brasileiro vem do banho”, salientou Jean Benevides.

Participaram ainda da audiência pública o diretor do Departamento de Gestão do Setor Elétrico do Ministério de Minas e Energia, Marcos Franco Moreira, o Coordenador-Geral de Fontes Alternativas do Ministério de Minas e Energia Lívio Teixeira de Andrade Filho e a Diretora de Desenvolvimento Institucional e Cooperação Técnica da Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Júnia Santa Rosa.

Rodrigo de Castro preside audiência que vai debater o incentivo à geração e distribuição de energia solar fotovoltaica

O deputado federal Rodrigo de Castro preside, nesta quarta-feira (09/09), audiência pública na Comissão de Minas e Energia para debater políticas de incentivo à mini e microgeração distribuída de energia solar. A reunião atende a requerimento apresentado por Rodrigo de Castro e pelos deputados João Fernando Coutinho e José Stédile. Está marcada para às dez horas no auditório 14 do anexo 2 da Câmara dos Deputados.

São diversas razões que motivam a minha preocupação com a geração e distribuição de energia solar. Temos uma situação no Brasil de elevação das tarifas de energia, de grande demanda por eletricidade, especialmente no período da tarde durante o verão, além da necessidade de diversificarmos a matriz elétrica brasileira. Tudo isso sem falarmos no nosso elevado potencial para as energia renováveis, que são mais limpas e mais baratas do que outras formas de geração de energia”, explicou o deputado.

Rodrigo de Castro lembrou ainda que existe a necessidade de cumprimento das metas voluntárias do Brasil, que serão apresentadas no mês de dezembro, em Paris, na Conferência da ONU sobre mudanças climáticas.

Entendo que o incentivo à geração distribuída de energia solar representa uma oportunidade de democratização da geração de eletricidade para a sociedade brasileira”, definiu

Participam da audiência pública representantes dos Ministérios de Minas e Energia e das Cidades, o presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), Nelson Colaferro, o gerente nacional de Sustentabilidade e Responsabilidade Socioambiental da Caixa Econômica Federal, Jean Rodrigues Benevides, e o presidente do Conselho de Administração da Companhia Energética do Ceará (COELCE), Mario Fernando de Melo Santos.

Rodrigo de Castro defende investimentos e estímulo ao uso da energia eólica no Brasil

Audiência Pública na CME debateu as vantagens da energia vinda dos ventos e como o Brasil pode aumentar a utilização dessa fonte energética

O deputado federal Rodrigo de Castro presidiu, nesta quarta-feira (19/08), audiência pública da Comissão de Minas e Energia que debateu o uso da energia eólica no Brasil. Os dados apresentados indicam que a participação da energia vinda dos ventos na matriz energética brasileira tem aumentado, mas que ainda há um grande potencial a ser explorado.

O Brasil é privilegiado por ter bons ventos em diversas regiões, especialmente no Nordeste, e não pode perder a oportunidade de estimular as pesquisas e os investimentos no setor. A energia eólica tem um custo mais baixo que as termelétricas e é bem menos agressiva ao meio ambiente. Só há vantagens na sua utilização”, destacou o deputado.

O coordenador-geral de Fontes Alternativas da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Lívio Teixeira de Andrade Filho, explicou que a capacidade instalada para a geração de energia eólica no Brasil já é suficiente para atender 10,8 milhões de residências.

A nossa previsão é que, até 2023, a energia eólica tenha uma participação de 11,5% na matriz brasileira, o que será suficiente para abastecer entre 10 e 20 milhões de residências. Temos visto uma evolução clara no setor”, afirmou.

O diretor da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Sandro Yamamoto, também apresentou números otimistas. Em 2014, o Brasil foi o quarto país com maiores investimentos em capacidade instalada e em 2015 também deve ficar entre os países que mais investiram.

A energia eólica utiliza uma fonte limpa e tem preços muito competitivos. No caso do Brasil, especificamente, essa matriz é relevante porque atua como complementar às hidrelétricas. Temos ventos mais fortes no segundo semestre, exatamente no período de seca, quando os reservatórios estão mais baixos, ou seja, os ventos são perfeitamente complementares às chuvas”, destacou.

Segundo Sandro Yamamoto, no ano passado, o uso de energia eólica gerou uma economia de R$ 5 bilhões aos brasileiros. “Por termos parques eólicos, algumas termelétricas não precisaram ser acionadas durante o período de seca e foi possível produzir energia mais barata”.

Desafios
Para o uso da energia eólica continuar crescendo no Brasil, alguns desafios, no entanto, precisam ser vencidos. Entre os principais problemas, estão os financiamentos, a qualidade das rodovias por onde são transportados os equipamentos, a tributação e os investimentos em linhas de transmissão.

O presidente do Conselho de Energia da Associação Comercial de Minas Gerais, Ailton Ricaldoni Lobo, ressaltou que é importante que os financiamentos para o setor sejam mantidos e que sejam mais baratos.

Já o diretor-executivo da empresa Casa dos Ventos, Clécio Eloy, falou sobre o aspecto social dos investimentos em energia eólica, já que a maior parte dos empreendimentos estão nos estados do Nordeste.

Termelétricas
Nesta quinta-feira (20/08), a Comissão de Minas e Energia realiza nova audiência pública, às 10 horas, para debater o desligamento de 21 usinas termelétricas e os efeitos dessa medida sobre os custos da energia elétrica no Brasil e a compensação aos estados pela redução na arrecadação do ICMS em função do desligamento.

Crédito: Antonio Augusto / Câmara dos Deputados

Rodrigo de Castro aprova requerimento para debater o preço da energia e a inadimplência do setor elétrico

Por sugestão do deputado, Comissão de Minas e Energia vai discutir o impacto do desligamento de 21 usinas termelétricas na conta de luz do brasileiro

A Comissão de Minas e Energia aprovou nesta quarta-feira (12/08) dois requerimentos de autoria de seu presidente, o deputado federal Rodrigo de Castro, para que sejam debatidos assuntos relacionados ao preço da energia elétrica. Os dois pedidos foram apresentados em conjunto com o deputado Fabio Garcia. Um deles propõe a discussão em torno do desligamento de usinas termelétricas e os efeitos disso no valor da conta de luz e outro tem como objetivo discutir o impacto e possíveis soluções para a inadimplência com relação à conta de energia.

Estaremos ao lado da população brasileira porque o aumento nas contas de luz deste ano passou do limite suportável. Estamos atentos a essas questões, queremos saber o impacto disso na tarifa de energia, mas também queremos ter certeza de que as termelétricas poderiam ter sido desligadas e que o nível dos reservatórios que abastecem as hidrelétrica nos trazem realmente tranquilidade”, definiu Rodrigo de Castro.

No início desta semana, o governo federal anunciou o desligamento das termelétricas com custo mais alto, mas a redução nas contas de luz ainda será muito pequeno. As termelétricas geram uma energia mais cara e mais poluente e foram acionadas para completar a luz que deixou de ser gerada pela falta de água para abastecer as hidrelétricas e também pelo atraso de inúmeras obras por parte do governo federal.

Em função do acionamento das termelétricas, o sistema energético brasileiro está classificado com as bandeiras vermelhas, o que representa tarifas mais altas. Em períodos de maior uso de hidrelétricas, o país pode estar classificado como bandeira amarela e verde. Apesar do desligamento de 21 termelétricas, o governo ainda não decidiu adotar a bandeira amarela.

Acho que é fundamental a Comissão de Minas e Energia checar isso de perto. Verificar se as termelétricas realmente poderiam ser desligadas e se há condições de passarmos para a bandeira amarela”, disse o deputado, durante a reunião.

Inadimplência

O segundo requerimento aprovado diz respeito à inadimplência de curto prazo no setor de energia elétrica.

Como presidente da comissão, temos recebido uma verdadeira romaria de empresas endividadas por conta de erros seguidos do governo federal, em especial com relação à Medida Provisória 579. Acho fundamental discutirmos soluções para esse problema da inadimplência”, afirmou.