Mês: abril 2017

Infraestrutura impede Brasil de explorar seu potencial turístico

O Brasil tem os patrimônios naturais e a biodiversidade mais ricos do planeta e isso não é novidade. Mas não estamos conseguindo vender o nosso potencial turístico para o restante do mundo devido às nossas deficiências em segurança.

Um levantamento do Fórum Econômico Mundial indicou que, numa lista de 136 países, o Brasil aparece em primeiro lugar em potencial de recursos naturais, mas perde competitividade nos outros 13 itens listados.

No ranking geral, o país fica na 27ª posição, o que representa uma pequena melhora com relação a anos anteriores, mas ainda muito longe do ideal, diante do nosso enorme potencial.

Em comparação com outros anos, houve piora do ambiente de negócios, na segurança, oferta de mão de obra, infraestrutura terrestre e portuária, saúde e higiene e sustentabilidade.

Após a Copa e as Olímpiadas, tivemos uma exposição perante o mundo como nunca havíamos conseguido antes.

Agora precisamos trabalhar para melhorar e explorar o fato de que muita gente conhece mais o Brasil agora.

O Ministério do Turismo lançou, há alguns dias, o plano “Brasil+Turismo”.

Uma das primeiras medidas foi a liberação da abertura de 100% do capital de companhias aéreas brasileiras ao capital estrangeiro, contra o limite que vigorava de 20%.
Outras medidas previstas são o investimento em capacitação profissional e a implantação do visto eletrônico – até o final do ano, turistas de alguns países como EUA e Japão terão acesso a um processo digital que leva apenas 48 horas.
Medidas como essas são realmente urgentes já que o turismo é uma fonte importantíssima para a geração de emprego e renda e a atividade continua crescendo, a despeito da crise econômica no Brasil e no mundo.
Não podemos mais perder tempo com tudo que temos na mão: natureza, patrimônio histórico, gastronomia e um povo acolhedor.

Hospitais vivem caos com atrasos de repasses do Governo de Minas

A crise sem precedentes pela qual passa Minas Gerais tem atingido em cheio os hospitais filantrópicos do estado.

Somente por parte do governo do estado, a dívida com esses hospitais chega a R$ 250 milhões. O atraso nos repasses acontece desde o ano passado.

As soluções têm sido a suspensão das internações e dos procedimentos, com alguns leitos ficando, inclusive, ociosos. Para outras instituições, o caminho tem sido a obtenção de empréstimos bancários.

Minas tem atualmente 314 filantrópicos. Em 2014, eram 326. O fechamento dessas instituições tem um enorme impacto na saúde pública já que, muitos desses hospitais, atendem exclusivamente pelo SUS.
Em Belo Horizonte, capital do estado, a situação é tão grave quanto no interior, nos dez hospitais filantrópicos da cidade.

O Hospital da Baleia, por exemplo, vive a pior crise dos seus 72 anos e acumula uma dívida de R$ 60 milhões e, infelizmente, já estuda reduzir o percentual de atendimentos pelo SUS e até mesmo o fechamento de alguns leitos.

Na Santa Casa de Belo Horizonte, a situação também é complicada e a instituição tem mantido 385 de seus 1.085 leitos vazios. Foi um corte de 30% em exames e internações e está em estudo a suspensão de serviços importantes, como transplantes e hemodiálise.

A dívida do Governo de Minas com a Santa Casa supera R$ 13 milhões.

É uma situação insustentável. E sem perspectivas de melhora, já que fica muito claro que saúde não é prioridade para o governo do estado.

Precisamos de uma grande união para cobrar e pressionar o governo mineiro a tomar conta da saúde. Não podemos conviver com esse caos, esse completo abandono.