Mês: julho 2016

Pesquisas colocam a educação brasileira em alerta

O Fórum Econômico Mundial divulgou na semana passada um dado extremamente preocupante para o futuro do Brasil. Nosso país está entre os piores do mundo na qualidade do ensino de matemática e ciências.

Ocupamos apenas a 133ª posição num ranking que avaliou 139 países. Perdemos duas posições em relação ao levantamento anterior de 2014. Na avaliação geral, ocupamos o lugar de número 131, que também não é nada animador.

No governo do PT muito se falava que a nossa educação estava avançando, mas tudo não passava de propaganda falsa.

Houve um olhar maior para o ensino superior, mas a base foi completamente abandonada. Outro dado que comprova isso indica que, em Minas Gerais, 40% dos alunos que chegam ao terceiro ano do ensino médio nem sequer se inscrevem no Enem. Acredito que no restante do Brasil não seja diferente.

Ou seja, falta todo tipo de estímulo para que os alunos se envolvam com os estudos e procurem alcançar uma vaga na universidade. Não há investimento na valorização e melhor preparação dos professores.

Com relação ao mal desempenho do Brasil em matemática e ciências, qualquer professor de ensino médio percebe e atesta que os estudantes brasileiros não recebem a base que precisariam nos primeiros anos do ensino.

Um ponto muito grave de tudo isso é que o ensino de matemática e ciências está diretamente relacionado à formação de bons profissionais em áreas técnicas, como engenharia e tecnologia de informação, ocupações fundamentais hoje em dia.

O próprio Ministério da Educação reconhece que, nos últimos anos, houve uma queda significativa no investimento na educação básica. A prioridade foi a educação superior.

Não estou criticando os investimentos nas universidades, nem o maior acesso dos nosso jovens às faculdades, mas precisamos realmente garantir que esse seja um direito de todos.

E que todos cheguem ao ensino superior com uma preparação de qualidade, para que possamos formar jovens com alta capacidade técnica, mas também preparados para questionar, refletir e debater assuntos diversos. Com isso, teríamos uma mão de obra extremamente preparada.

O novo governo brasileiro tem, pela frente, o desafio de reverter a lógica dos últimos anos, e investir também no início e no meio do processo.

Vamos em frente neste sentido porque, sem dúvida, esse seria o caminho certo para o Brasil.

Com quem queremos parecer? Colômbia ou Venezuela?

A pouco mais de um mês para termos um desfecho final para o governo do PT no Brasil, é hora de pensarmos como queremos o futuro do nosso país.

Nossos vizinhos podem ser bons exemplos para nos levarem a essa reflexão.

Vejam o caso da Venezuela, país, cujo governo comunga bem de perto dos mesmos pensamentos e métodos defendidos e adotados pelo PT.

A gravíssima crise de abastecimento, inflação alta e desemprego que atingem os venezuelanos nos mostram como o bom momento que o petróleo viveu há alguns anos não trouxeram nenhuma mudança estrutural para o país.

Tudo foi usado apenas de maneira populista pelos governos de Hugo Chávez e Nicolas Maduro.

Infelizmente, a comparação com os governos de Lula e Dilma guarda mais semelhanças com a Venezuela do que gostaríamos.

A nossa situação econômica, não tão dramática quanto a deles, nos revela que também em nosso país não foram feitos os investimentos necessários para nos garantir um desenvolvimento sustentável.

Por outro lado, a Colômbia nos aponta que é possível optar por um caminho diferente. O país que, até algumas décadas atrás, era conhecido mundialmente pela violência e o tráfico de drogas, consolida-se agora como uma potência emergente na América do Sul.

O país registra dez anos de crescimento econômico, inflação sob controle e queda na pobreza. É claro que a Colômbia também tem sofrido com a queda dos preços das matérias primas no mercado internacional, mas bem menos do que nós.
O grande diferencial foi a forma como o país conseguiu se preparar e se vender, atraindo investimentos estrangeiros e fazendo as apostas corretas na outra de escolher suas parcerias comerciais.

Depois de grande parte dos brasileiros serem enganados por anos pelo PT, uma triste realidade se abriu na nossa frente.

É hora de escolhermos se queremos ser Colômbia ou Venezuela no futuro.

Mudanças de governo na América do Sul garantem nova chance ao Mercosul

A derrota dos governos ditos de esquerda na América do Sul, em especial no Brasil e na Argentina, abre novos tempos para o Mercosul.

No modelo estabelecido, o bloco comercial mais atrapalha do que ajuda nas negociações com o restante do mundo.
Vemos agora uma sinalização, tanto por parte do Brasil quanto da Argentina, de que poderá se implantar um modelo em que não haja mecanismos que impeçam os países do bloco a negociarem sem o aval dos demais membros.

O nosso ministro das Relações Exteriores, senador José Serra, defende essa mudança e, mais importante, sabe que o Brasil precisa ter abertura comercial com novos mercados.

A forma como os últimos governos agiram com relação ao Mercosul o transformaram num mero espaço protecionista.
Quando foi fundado, o objetivo do bloco era criar uma zona de livre circulação de mercadorias, com ampla integração regional, garantindo assim competitividade. Nada disso aconteceu.

E, pior, o bloco não conseguiu impor seu peso nas negociações com o restante do mundo.

O Mercosul, da forma como foi conduzido nos últimos anos, serviu muito mais como um criador de impasse entre os países do bloco do que como um incentivador de negócios.

É urgente que o acordo comercial entre os países da América do Sul permita o livre comércio entre eles sem, no entanto, interferir nas negociações com outros mercados.

Tal formato precisa ser repensado. O Mercosul funcionaria melhor como zona de livre-comércio, uma área com fluxo aberto de mercadorias entre os membros, mas sem a fixação de política comercial e tarifas comuns para terceiros.
É claro que o Mercosul tem importância para o Brasil, especialmente para alguns setores da indústria nacional. Não podemos abrir mão dele, mas precisamos pensar num modelo que insira o Brasil e os nossos vizinhos nas cadeias produtivas internacionais.

Só assim garantiremos um desenvolvimento importante para nossa indústria, com forte impacto na geração de emprego, na modernização do nosso parque industrial, além de desempenharmos um papel de relevância para o mundo.
Acredito que estamos perto de encontrar o caminho certo para nosso futuro.