Mês: outubro 2015

Crise econômica pode representar oportunidade para empreendedorismo

O quadro do desemprego se agrava a cada mês no Brasil, mas em algumas cidades, especialmente no interior, boas oportunidades têm surgido, trazendo um alento para quem está, há meses, em busca de uma oportunidade.

Levantamento feito pelo portal UOL indicou que, entre as 30 cidades que mais geraram emprego neste ano, 29 são do interior, de vários estados brasileiros.

São diversos segmentos da economia que têm gerado vagas em cidades mais afastadas das capitais, mas os mais beneficiados são os setores exportadores, que têm ganhado com a alta do dólar. O calçadista, por exemplo, com forte presença nas cidades de Franca, em São Paulo, e Nova Serrana, em Minas Gerais, tem conseguido fazer um bom número de contratações de pessoal.

As contratações no interior são um pequeno exemplo de que, com disposição e criatividade, é possível encontrar um caminho diante da crise econômica.

Para o trabalhador que estiver disposto a mudar de área, aceitar uma remuneração um pouco menor e até se transferir de cidade, novas oportunidades podem surgir.

Se as melhores vagas estão no interior, neste momento, por que não pensar em começar uma vida nova?

Se empregos formais, com carteira assinada, estão difíceis, por que não começar a produzir algo para vender ou oferecer algum serviço novo na sua região?

A criatividade já proporcionou a muita gente enxergar boas oportunidade no meio da crise. O final do ano vem chegando e, quem sabe, se com ele novas chances não surgem? Quem sabe muita gente não irá começar o ano novo com um novo negócio em andamento?

Em Belo Horizonte, há um caso emblemático. Um garçom desempregado começou a vender água e refrigerantes no sinal de trânsito. Mas de forma diferente. Leva bandeja e veste seu uniforme de trabalho. Os detalhes e o atendimento diferenciado ao cliente já fazem com que ele fature mais do que trabalhando em restaurantes, além de fechar contratos para festas nos finais de semana.

Esse é um bom exemplo de que a crise favorece o empreendedorismo. No Brasil, essa cultura ainda não é forte, mas podemos nos inspirar em exemplos recentes de países como Espanha, Itália e Alemanha e até mesmo de vizinhos latino-americanos.

Neste país, os jovens já aprendem na escola noções de gestão e empreendedorismo, e o governo, juntamente com os bancos, estimula os microempresários com crédito barato e com apoio à formação de consórcios que permitem que os pequenos enfrentem os grandes com igualdade.

Essa pode ser uma grande oportunidade para o Brasil. Empurrados por uma grave crise econômica, os brasileiros devem aproveitar o momento e enxergar oportunidades que possam render bons resultados no futuro.

Minas Gerais vive crise hídrica e economia de água é ainda mais importante

Minha palavra é para alertar nossa população da necessidade urgente de economizarmos ainda mais água. Em Minas Gerais, já temos 75 cidades com racionamento e outras prefeituras já preparam seus planos de restrição de abastecimento.

Na região da Zona da Mata, a situação é bem crítica. Na cidade de Viçosa, por exemplo, a prefeitura foi obrigada a restringir a realização de festas e o funcionamento de lava-jatos.

Nossa expectativa é que a chuva chegue e ajude a abastecer os reservatórios, mas nos últimos anos ela tem vindo em pequeno volume. Precisamos então reforçar a economia.

Em outras cidades, a solução encontrada pela Copasa é a perfuração de poços artesianos. Especialistas, no entanto, têm alertado que isso está sendo feito sem o planejamento necessário. O abuso dos poços pode causar problemas como o rebaixamento do lençol freático e a salinização da água.

Para a Região Metropolitana de Belo Horizonte, a empresa garante que não haverá racionamento, mas muitos bairros têm sofrido com a falta de água, sob o argumento de que o sistema da Copasa está em manutenção. Há uma suspeita de que tem sido feito um racionamento velado e a presidente da empresa terá inclusive que comparecer à Assembleia Legislativa para esclarecer o que tem ocorrido.

Podemos e devemos cobrar dos governantes obras que melhorem o abastecimento de água, realizem campanhas educativas e garantam transparência nas informações. Mas não podemos deixar de fazer a nossa parte.

Lavar calçadas com mangueira, tomar banhos demorados, não consertar vazamentos e deixar torneiras abertas são atitudes que não cabem mais no nosso dia a dia.

Precisamos pensar no futuro. Ter consciência de que nosso clima mudou, não temos mais chuvas como antes. Para evitar que falte água para necessidades básicas, precisamos economizar agora.

Outras atitudes relativas ao meio ambiente também têm reflexo na quantidade de chuvas e devem ser observadas por todos nós.

O desmatamento, por exemplo, é uma prática que mexe com todo o funcionamento das florestas, influenciando inclusive no ciclo correto de evaporação das águas.

Não podemos esperar mais para começar a agir. Precisamos agora de atitudes a favor da economia de água e da preservação do meio ambiente.

Deputado Rodrigo de Castro visita obras da usina de Belo Monte

O presidente da Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, Rodrigo de Castro (PSDB/MG), esteve na cidade de Altamira, no Pará, para conhecer as obras da usina Belo Monte e outras intervenções que estão sendo feitas pelo consórcio Norte Energia, responsável pela construção da usina.

O deputado visitou as Casas de Força nos sítios Belo Monte e Pimental, conheceu o vertedouro, por onde ocorre a vazão natural do rio para a Volta Grande do Xingu, e a Escada de Peixes, que está sendo construída no local. O deputado esteve ainda nas obras do Canal de Derivação, que levará água do Reservatório Principal, no rio Xingu, ao Reservatório Intermediário para gerar energia na Casa de Força Principal da usina.

Acompanhado do deputado João Carlos Bacelar (PR/BA), que também participa da Comissão de Minas e Energia, Rodrigo de Castro reuniu-se com o diretor de Obras da Norte Engenharia, Antônio Kelson Elias Filho, que fez uma exposição sobre os compromissos que o consórcio tem com a região e sobre os andamentos das obras.

É impressionante o desenvolvimento que a usina de Belo Monte está levando à cidade de Altamira e toda a região. Além da hidrelétrica, que vai atender todo o país com a geração de energia, as obras também beneficiam a comunidade, com infraestrutura, asfaltamento, construção de pontes, alargamento de ruas, um parque para lazer, conjuntos habitacionais, um hospital moderno e uma moderna estação de tratamento de esgoto. São realmente marcos, importantes para o dia-a-dia da população de Altamira”, declarou.

Na quinta-feira (22/10), na chegada a Altamira, Rodrigo de Castro conheceu as casas construídas pela Norte Energia em cinco novos bairros da cidade, visitou unidades básicas de saúde e o Hospital Geral do Mutirão, que está pronto e equipado para ser entregue à prefeitura. O deputado conheceu ainda as obras das escolas e creches, pontes e passarelas, além da Estação de Tratamento de Esgoto.

O deputado ressaltou ainda, o comprometimento da obra da usina com a sustentabilidade, o cumprimento das condicionantes do Projeto Básico Ambiental do Componente Indígena (PBA-CI) e a preservação da fauna e flora.

Há uma preocupação social da hidrelétrica muito grande, no tocante às comunidades indígenas e às outras comunidades ribeirinhas, além do cuidado ambiental, com a preservação das espécies”, complementou.

Lixões: Desafios e soluções

O Brasil ainda não conseguiu encarar com seriedade um grave problema das suas cidades: os lixões e a destinação incorreta dos resíduos sólidos que ainda acontece na maioria das cidades.
Diante disso, muitos brasileiros têm convivido com as consequências graves do descarte errado do lixo. Além dos sérios danos ambientais, os problemas de saúde de quem convive com materiais descartados de qualquer forma são muito preocupantes.

A estimativa é que o governo brasileiro gaste, por ano, um bilhão e meio de reais por meio do SUS, com doenças causadas pelo descarte e pela destinação incorreta dos resíduos.
De acordo com uma pesquisa divulgada recentemente, 75 milhões de brasileiros têm seu lixo depositado em locais inadequados, o que traz consequências graves para o meio ambiente e a saúde. Há inclusive evidências de que algumas das substâncias tóxicas que são emitidas do lixo são cancerígenas.

O Brasil estabeleceu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, definindo prazo para a extinção dos lixões e a substituição deles por aterros sanitários, além da implantação da reciclagem, reuso, compostagem, tratamento de lixo e coleta seletiva.

A previsão era que até 2014 todos os municípios estivessem adaptados, mas por falta de qualificação técnica muitas prefeituras ainda não se ajustaram e o prazo foi adiado.
Diante disso, a previsão é que, entre 2016 e 2021, a produção de resíduos deve gerar um prejuízo de 13 bilhões a 18 bilhões de reais no Brasil.

Para tentar reverter esse quadro, devemos oferecer suporte para que os municípios consigam, o mais rápido possível, acabar com os lixões. Uma boa solução pra isso são os consórcios municipais e devemos estimular essa prática, que reduz os custos e otimiza o trabalho.

Não podemos aceitar que, ainda hoje, vejamos nosso meio ambiente ser degradado e a saúde das pessoas prejudicadas pelo descarte irregular do lixo. Vamos mudar essa realidade lamentável, que destrói o meio ambiente e compromete o bem estar e a saúde de tantos brasileiros.

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Audiência Pública presidida por Rodrigo de Castro traça diagnóstico do setor sucroalcooleiro

Reunião debateu medidas que podem garantir competitividade ao etanol

O deputado federal Rodrigo de Castro (PSDB /MG) presidiu nesta quarta-feira (07/10), às 10 horas, Audiência Pública na Comissão de Minas e Energia que debateu propostas para o setor sucroalcooleiro, que tem grande importância social e ambiental na área energética brasileira. A reunião atendeu a um requerimento de Rodrigo de Castro, que preside a Comissão de Minas e Energia, juntamente com os deputados João Fernandes e Pedro Vilela.

Uma sucessão de erros nos últimos anos trouxe sérios problemas para o setor das usinas de cana de açúcar, levando muitas delas a encerrar suas atividades e demitir muitos funcionários. As medidas tomadas pelo governo neste ano ainda são tímidas e não são suficientes para garantir a total recuperação do setor, que tem níveis muitos altos de endividamento. A Audiência foi muito importante para podermos pontuar as dificuldades e debater possíveis soluções”, afirmou o deputado.

Entre os principais entraves enfrentados pelo setor nos últimos anos está a política do governo federal de segurar os preços da gasolina, impondo perda de competitividade ao álcool.

Para o presidente-executivo da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig), Mário Ferreira Campos Filho, durante muitos anos houve um desequilíbrio nos preços dos combustíveis no Brasil.

É claro que existia alguma coisa errada. Há agora uma tentativa de implantar uma correção nos custos dos combustíveis no Brasil, mas o período anterior deixou muitas marcas. O endividamento do setor chega a 120% do seu faturamento. É muito alto”, destacou.

O presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Alagoas, Pedro Robério de Melo Nogueira, ressaltou que a grande maioria, entre as 80 usinas que encerraram suas atividades nos últimos anos, vinha registrando aumento de produtividade, o que confirma que o fechamento não aconteceu por má gestão e sim por fatores externos.

As dificuldades do setor não são enfrentadas apenas pelos proprietários das usinas. Os produtores de cana de açúcar também reclamam da dificuldade nas negociações com o governo federal.

O presidente da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco, Alexandre Andrade Lima, disse que o setor aguarda há quase dois meses uma resposta do governo sobre o pagamento de subvenção para suprir perdas ocasionadas pela seca, promessa feita pessoalmente pela presidente Dilma Rousseff, em encontros com produtores em Pernambuco.
O deputado Rodrigo de Castro lembrou que há uma decepção generalizada com relação às promessas da presidente na questão da política energética. “Havia uma grande expectativa de mais agilidade, de decisões mais fortes, mas isso não acontece”.

Minas Gerais
O presidente-executivo da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig), Mário Ferreira Campos Filho, ressaltou que o etanol pode ser considerado um caso de sucesso em terras mineiras, especialmente neste ano de 2015.

Ele lembrou que medidas adotadas pelos ex-governadores Antonio Anastasia e Alberto Pinto Coelho permitiram uma queda sucessiva nas alíquotas de Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) desde 2010, trazendo mais competitividade ao setor.

Rodrigo de Castro lembrou da importância do setor sucroalcooleiro para Minas, com forte presença nas regiões do Triângulo Mineiro, Noroeste e na divisa com a Bahia e Espírito Santo. Atualmente, são mais de 80 mil empregos diretos gerados no interior do Estado pelo setor.

Cide
Um dos pontos mais polêmicos debatidos na Audiência Pública foi o aumento da Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (Cide), cobrada sobre a gasolina e o diesel. O imposto havia sido zerado no primeiro mandato da presidente Dilma e retornou no início deste ano com um alíquota de R$ 0,22 no litro da gasolina e R$ 0,15 no litro do diesel.

O setor sucroalcooleiro defende que o valor cobrado no litro da gasolina seja de R$ 0,60 como forma de compensar as emissões de carbono que acontecem durante a queima deste combustível.

Este valor é resultado de um estudo feito por uma consultoria que elaborou um cálculo para o preço da emissão de carbono. Não é um valor aleatório”, explicou a diretora presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Elisabeth Farina.

O diretor do Departamento de Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Ricardo de Gusmão Dornelles, disse que o governo está ciente das dificuldades que o setor sucroalcooleiro enfrenta, mas que é preciso construir uma alternativa que contemple todas as partes da cadeia energética envolvidas. “Não é possível simplesmente decidir pelo aumento da Cide. Temos que construir uma alternativa boa para todos”.

Apesar de reconhecer os problemas do setor, Dornelles se mostrou otimista ao dizer que há no mercado brasileiro uma lacuna por combustíveis para automóveis, o que é uma boa oportunidade para o setor de etanol.

O presidente do Fórum Nacional Sucroenergético, André Luiz Baptista Lins Rocha, disse esperar que o governo atue para que essa lacuna seja preenchida com o consumo de etanol e não com importação de gasolina. “Além disso, é preciso ficar claro que nosso foco não é apenas ganhar mercado, mas também recuperar rentabilidade”, destacou.
O presidente da Comissão Nacional de Cana de Açúcar da Confederação Nacional da Agricultura, Ênio Jaime Fernandes Júnior, também destacou a importância de o setor se tornar mais competitivo.

Para Rodrigo de Castro, há boa vontade do Ministério de Minas e Energia, mas é preciso que isso se concretize em ações de governo.

Nós também vamos fazer nossa parte no Legislativo. Vamos conversar com os presidentes de outras comissões na Câmara dos Deputados e até com o presidente da Casa para agilizar matérias que possam resultar em benefícios para o setor sucroalcooleiro, tão importante na geração de emprego”, afirmou.

Deputado Rodrigo de Castro preside audiência pública sobre o setor sucroalcooleiro

Reunião vai discutir perspectivas para as usinas de cana de açúcar, responsáveis por milhares de empregos em todo Brasil

O deputado federal Rodrigo de Castro (PSDB /MG) preside nesta quarta-feira (07/10), às 10 horas, Audiência Pública na Comissão de Minas e Energia para debater a situação e as perspectivas para o setor sucroalcooleiro. A discussão atende a um requerimento apresentado pelo deputado, que presidente a Comissão, juntamente com o deputado João Coutinho. A reunião acontecerá no plenário 14, do anexo 2 da Câmara dos Deputados.

O setor sucroalcooleiro contribui de forma decisiva para a sustentabilidade ambiental e econômica da área energética brasileira. Apesar disso, vem enfrentando graves dificuldades, motivadas pela falta de uma política adequada. Muitas usinas de cana de açúcar chegaram a encerrar suas atividades recentemente, causando forte desemprego em muitas regiões. Acredito que a Audiência Pública será uma excelente oportunidade para discutir medidas que possam contribuir para a recuperação do setor”, destacou Rodrigo de Castro.

O deputado lembrou ainda que os produtos de cana-de-açúcar representam 16,3% da oferta interna de energia no Brasil e são essenciais para que o país mantenha um dos perfis energéticos mais renováveis do mundo.

O etanol evita a queima de grande volume de combustíveis fósseis e, como consequência, a emissão de alta quantidade de gases de efeito estufa. Contribui ainda para a nossa balança comercial já que o uso do álcool para abastecer os veículos diminui a necessidade de importação de gasolina”, explicou.

Outro produto vantajoso produzido pelo setor sucroalcooleiro, lembra Rodrigo de Castro, é a bioeletricidade, energia produzida através do bagaço da cana de açúcar. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Brasil já dispõe de 10,4 gigawatts de capacidade instalada de geração de bioeletricidade.

Serão convidados para participar do debate o secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Arnaldo Jardim, o diretor do Departamento de Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Ricardo de Gusmão Dornelles, o presidente-executivo da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig), Mário Ferreira Campos Filho, a diretora presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Elisabeth Farina, o presidente da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco, Alexandre Andrade Lima; o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Alagoas, Pedro Robério de Melo Nogueira, o presidente do Fórum Nacional Sucroenergético, André Luiz Baptista Lins Rocha e o presidente da Comissão Nacional de Cana de Açúcar da Confederação Nacional da Agricultura, Ênio Jaime Fernandes Júnior.

A saúde brasileira está bem próxima do caos

Todos nós estamos cansados de saber que a situação da saúde no Brasil vai de mal a pior. Mas a nossa preocupação aumenta quando o ex-ministro da Saúde, Arthur Chioro, ainda no exercício da função, solta o verbo e diz que estamos próximos de um colapso.

Segundo o ministro, esse é o pior momento vivido pelo Sistema Único de Saúde nesses 25 anos de existência e a situação é insustentável. A frase do ministro é mais uma confirmação da incompetência que tomou conta do nosso país nos últimos anos.

Na previsão do ministro, os recursos previstos para os atendimentos de média e alta complexidade,no ano que vem, acabarão em outubro, de acordo com o que está previsto na proposta orçamentária.

Nas próprias palavras do ministro, UPAs, Samus, hospitais, prontos-socorros, transplantes, serviços de hemodiálise e serviços de análises clínicas não terão recursos para funcionar nos três últimos meses de 2016. Mas acredito que o caos pode chegar bem antes disso.

Não podemos deixar mais essa bomba para os prefeitos e trabalhadores. Precisamos nos debruçar sobre o projeto do orçamento e buscar novas formas de financiamento para a saúde. Missão muito difícil diante do quadro das contas públicas do atual governo.

O ex-ministro diz que alertou por inúmeras vezes para a necessidade de se encontrar novas fontes para o financiamento da saúde, mas não foi ouvido.

O governo fez como tem feito em diversas áreas. Foi empurrando o problema pra frente até o momento em que a bomba estoura no colo da população.

Vamos fazer a nossa parte, enquanto parlamentares, na análise da peça orçamentária e na busca de novos recursos.
E vamos cobrar também do governo mais responsabilidade e atenção. Parece que não tem noção da importância de um atendimento médico público de qualidade para o trabalhador, que não tem como custear um tratamento particular. Parece que estão brincando com a vida das pessoas. Muito triste essa realidade de nosso país.

Brasil precisa ampliar fontes renováveis de energia e avançar na redução do desmatamento

A presidente Dilma na Cúpula das Nações Unidas apresentou, na última semana, metas ousadas para o Brasil na questão da redução dos gases de efeito estufa, mas a falta de detalhamento de como o Brasil chegará lá trouxe desconfiança para os ambientalistas e nos leva a refletir se essa será mais uma promessa em vão da presidente.

Não foi possível, por exemplo, calcular quantas toneladas de gás carbônico deixarão de ser emitidas, já que não houve explicação se a redução será com relação às emissões brutas ou líquidas.

Segundo o anúncio, até 2025 haverá redução de 37% e até 2030 esse percentual chega a 40%. Essas metas são baseadas no ano de 2005.

Para chegar a esse patamar prometido, entre as ações necessárias, estão a adoção de medidas para garantir que o Brasil tenha 45% de sua matriz energética de fontes renováveis.

Temos discutido sistematicamente na Comissão de Minas e Energia o panorama das fontes alternativas, como eólica e solar, e constatamos como ainda precisamos avançar para estimular o uso dessas energias.

No papel, a meta brasileira é bem ousada, chegando a ser superior a de muitos países em desenvolvimento. Mas esperamos ver ações concretas na direção desta meta.

Nosso país é abençoado por ter sol o ano inteiro, ventos ideais para a geração de energia em muitas regiões, além de água em abundância.

Precisamos caminhar na direção de estimular o uso dessas fontes, diminuindo cada vez mais o uso de térmicas, como fomos obrigados a fazer neste ano. Temos tudo nas mãos para sermos um país com uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo.

Nós, na Comissão, temos feito o nosso papel com muito empenho. Em nossas audiências, temos ouvido a opinião de todos os lados envolvidos na geração de energia alternativa e vamos avançar na legislação que rege essas fontes.
Esperamos que o governo também faça sua parte, com mais leilões, mais agilidade nas licenças ambientais e mais estímulo aos investimentos.

Temos todas as condições de cumprir metas ousadas na redução da emissão de gases de efeito estufa e ocupar um lugar de destaque nessa questão.

Atuação do deputado Rodrigo de Castro garante energia mais barata para empresas de Minas Gerais

Com isso, estarão assegurados milhares de empregos de diversas regiões do Estado que estavam ameaçados com a alta nas contas de luz

O presidente da Comissão de Minas e Energia, deputado federal Rodrigo de Castro (PSDB/MG), teve um papel fundamental para que o texto final da Medida Provisória 677/2015, aprovado nesta quarta-feira (30/09), pelo plenário da Câmara dos Deputados, beneficiasse grandes empresas de Minas Gerais que, assim como as do Nordeste e Centro-Oeste, terão direito a energia elétrica mais barata.

O texto original, enviado pelo governo, atendia apenas as empresas do Nordeste. Eu, como presidente da Comissão, juntamente com outros parlamentares negociamos exaustivamente com o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, e com o relator da matéria, senador Eunício Oliveira, para que o texto aprovado beneficiasse também empresas do Sudeste e do Centro-Oeste, com o intuito de salvarmos o emprego de milhares de trabalhadores”, explicou Rodrigo de Castro.

Segundo o deputado, o aumento nas contas de energia elétrica neste ano tem inviabilizado diversas atividades econômicas, acarretando demissões em massa em algumas regiões.

Falo como quem representa os mineiros. Estou vendo aqui nas cidades de Minas, como Pirapora, Várzea da Palma, Divinópolis, Santa Bárbara, empresas sendo fechadas e pais de famílias desesperados, com medo do desemprego. Estamos, na verdade, lutando por empregos no Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste”, destacou.

Segundo a proposta do governo federal, a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), subsidiária da Eletrobras, fica autorizada a prorrogar até 2037, contratos de fornecimento de energia com indústrias do Nordeste, classificadas como grandes consumidores. Esses contratos, assinados na década de 70, venceram em junho deste ano. Se não fossem prorrogados, as empresas teriam de comprar energia no chamado mercado livre, que tem preços superiores aos oferecidos pela Chesf a esses consumidores industriais.

A negociação realizada por Rodrigo de Castro e outros parlamentares permitiu que uma sistemática semelhante seja adotada para grandes consumidores junto a Furnas Centrais Elétricas S.A., outra empresa do grupo Eletrobras.
Consumidores situados no Sudeste e no Centro-Oeste dos setores de ferroliga, sílico metálico e magnésio poderão celebrar, de 1º de janeiro de 2016 até 26 de fevereiro de 2035, contratos com Furnas para a compra direta de energia por meio de leilões fechados com lance mínimo segundo um preço médio da energia acrescido de correção monetária.

Consumidores residenciais
Rodrigo de Castro garantiu que a Comissão de Minas e Energia continuará trabalhando para que todas as famílias brasileiras tenham direito a uma conta de luz mais barata, mas que o projeto aprovado é muito relevante pela quantidade de empregos que pode garantir.

A MP 677/2015 tramitou numa Comissão Mista, criada para apreciar a matéria, mas também foi discutida nas reuniões da Comissão de Minas e Energia. O texto segue agora para apreciação do Senado.