Mês: agosto 2015

Crise econômica chega com força ao comércio

As vendas no comércio vivem seu pior momento desde 2003. Diante da inflação que vem corroendo os salários e do desemprego em alta, o brasileiro tem segurado as compras, especialmente de bens duráveis, mas até mesmo nos supermercados os carrinhos andam mais vazios.

Na comparação entre junho deste ano e do ano passado, a queda foi de 2,7%. As vendas de eletrodomésticos e móveis, no entanto, caíram 13,6%.

Diante de um cenário tão inseguro como o que vive a nossa economia, o brasileiro está certo em não acertar compromissos de longo prazo.

É mais um exemplo da bola de neve em que está metida a economia do Brasil. Com o desemprego e a renda comprometida, as pessoas evitam de fazer novas compras, e os comerciantes também são obrigados a demitir. E assim seguimos.

Em Minas Gerais, por exemplo, as estimativas indicam que para cada trabalhador demitido na indústria extrativa, outros sete foram mandados embora nos setores de comércio e serviços. No primeiro semestre do ano, foram cortadas quase 600 vagas no setor extrativo. A média dos últimos anos era de 65 demissões. Com esses números em mãos, dá pra calcular o número de vagas fechadas no comércio.

Esse é um exemplo de uma das principais atividades econômicas do meu estado, mas a situação se repete em diversas outras cadeias produtivas brasileiras.

As demissões levam a mudanças óbvias nas rotinas dos trabalhadores. Sem salário no fim do mês, as pessoas reduzem as compras ao máximo, diminuem o gasto com telefone, deixam de comer fora de casa, param de frequentar os salões de beleza. É um impacto direto e pesado no comércio e nos serviços.

Não podemos condenar quem segura seus gastos diante de um quadro tão incerto e infelizmente a bola de neve continuará crescendo e atropelando nossos trabalhadores. O brasileiro só voltará às lojas e aos shoppings quando sentir novamente confiança no futuro. Triste é não conseguir nem imaginar quando isso acontecerá.

Rodrigo de Castro defende investimentos e estímulo ao uso da energia eólica no Brasil

Audiência Pública na CME debateu as vantagens da energia vinda dos ventos e como o Brasil pode aumentar a utilização dessa fonte energética

O deputado federal Rodrigo de Castro presidiu, nesta quarta-feira (19/08), audiência pública da Comissão de Minas e Energia que debateu o uso da energia eólica no Brasil. Os dados apresentados indicam que a participação da energia vinda dos ventos na matriz energética brasileira tem aumentado, mas que ainda há um grande potencial a ser explorado.

O Brasil é privilegiado por ter bons ventos em diversas regiões, especialmente no Nordeste, e não pode perder a oportunidade de estimular as pesquisas e os investimentos no setor. A energia eólica tem um custo mais baixo que as termelétricas e é bem menos agressiva ao meio ambiente. Só há vantagens na sua utilização”, destacou o deputado.

O coordenador-geral de Fontes Alternativas da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Lívio Teixeira de Andrade Filho, explicou que a capacidade instalada para a geração de energia eólica no Brasil já é suficiente para atender 10,8 milhões de residências.

A nossa previsão é que, até 2023, a energia eólica tenha uma participação de 11,5% na matriz brasileira, o que será suficiente para abastecer entre 10 e 20 milhões de residências. Temos visto uma evolução clara no setor”, afirmou.

O diretor da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Sandro Yamamoto, também apresentou números otimistas. Em 2014, o Brasil foi o quarto país com maiores investimentos em capacidade instalada e em 2015 também deve ficar entre os países que mais investiram.

A energia eólica utiliza uma fonte limpa e tem preços muito competitivos. No caso do Brasil, especificamente, essa matriz é relevante porque atua como complementar às hidrelétricas. Temos ventos mais fortes no segundo semestre, exatamente no período de seca, quando os reservatórios estão mais baixos, ou seja, os ventos são perfeitamente complementares às chuvas”, destacou.

Segundo Sandro Yamamoto, no ano passado, o uso de energia eólica gerou uma economia de R$ 5 bilhões aos brasileiros. “Por termos parques eólicos, algumas termelétricas não precisaram ser acionadas durante o período de seca e foi possível produzir energia mais barata”.

Desafios
Para o uso da energia eólica continuar crescendo no Brasil, alguns desafios, no entanto, precisam ser vencidos. Entre os principais problemas, estão os financiamentos, a qualidade das rodovias por onde são transportados os equipamentos, a tributação e os investimentos em linhas de transmissão.

O presidente do Conselho de Energia da Associação Comercial de Minas Gerais, Ailton Ricaldoni Lobo, ressaltou que é importante que os financiamentos para o setor sejam mantidos e que sejam mais baratos.

Já o diretor-executivo da empresa Casa dos Ventos, Clécio Eloy, falou sobre o aspecto social dos investimentos em energia eólica, já que a maior parte dos empreendimentos estão nos estados do Nordeste.

Termelétricas
Nesta quinta-feira (20/08), a Comissão de Minas e Energia realiza nova audiência pública, às 10 horas, para debater o desligamento de 21 usinas termelétricas e os efeitos dessa medida sobre os custos da energia elétrica no Brasil e a compensação aos estados pela redução na arrecadação do ICMS em função do desligamento.

Crédito: Antonio Augusto / Câmara dos Deputados

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Rodrigo de Castro promove debate sobre o incentivo ao uso da energia eólica

Deputado preside audiência pública, nesta quarta-feira, na CME, sobre a geração de energia pelos ventos, que é uma matriz energética mais barata e limpa

O presidente da Comissão de Minas e Energia, deputado federal Rodrigo de Castro, preside nesta quarta-feira (19/08), a partir das 10h, audiência pública para debater o uso da energia eólica no Brasil. O requerimento para a realização da reunião foi apresentado pelo próprio Rodrigo de Castro e pelo deputado João Fernando Coutinho e tem como objetivo discutir o incentivo ao uso da energia vinda dos ventos, que é mais barata e causa menos danos ao meio ambiente.

O Brasil tem excelentes áreas para a captação dos ventos. Precisamos estimular as pesquisas e os investimentos na geração de energia eólica, uma forma de energia que tem enormes vantagens e é uma fonte inesgotável. Não podemos desperdiçar o potencial brasileiro”, explicou o deputado.

Além da questão do preço e da não emissão de gases poluentes e resíduos, a instalação de parques eólicos é um importante instrumento para a geração de empregos e de investimentos em regiões carentes. As áreas destinadas aos parques são compatíveis ainda com o desenvolvimento de outras atividades econômicas com a agricultura e a pecuária.

Para os países que utilizam a energia eólica também há vantagens como menor emissão de gases, o que facilita o cumprimento do protocolo de Quioto, e o ganho de competitividade já que há o uso de uma energia mais barata e limpa.

A produção de energia eólica é ainda um bom negócio para quem produz, já que a manutenção dos geradores é mais fácil e mais barata e a rentabilidade do negócio é alta e de fácil retorno.

Como podemos ver, são inúmeras vantagens, o que torna a energia eólica um bom negócio para o consumidor e para o produtor”, defende o deputado.

Desde 2010, a China é o maior produtor de energia eólica, mas na comparação com o total de energia utilizada, alguns países assumem posição pioneira. Na Dinamarca, por exemplo, a energia eólica representa 40% da energia utilizada e, em alguns momentos, o país chega a vender a energia dos ventos porque há excedente. A produção de energia eólica no Brasil tem crescido, mas a participação na nossa matriz energética ainda é pequena. A expectativa é de que até 2018, esse fonte energética corresponda a 8% do total utilizado no país.

A audiência pública está marcada para às dez horas, no plenário 14, do anexo 2, da Câmara dos Deputados. Participam o coordenador-geral de Fontes Alternativas do Ministério de Minas e Energia, Lívio Teixeira de Andrade Filho, o diretor da Associação Brasileira de Energia Eólica, Sandro Yamamoto, o engenheiro elétrico, Ailton Ricaldoni Lobo, o Diretor-Executivo da Casa dos Ventos, Clécio Eloy, e o vice-presidente da Associação Mundial de Energia Eólica, Everaldo Feitosa.

Termelétricas
Na quinta-feira (20/08), a Comissão de Minas e Energia realiza outra audiência pública por indicação do deputado Rodrigo de Castro. Será debatido o desligamento de 21 usinas termelétricas e os efeitos dessa medida sobre os custos da energia elétrica no Brasil e a compensação aos estados pela redução na arrecadação do ICMS em função do desligamento.

Acerto com trabalhadores demoram até três meses devido ao grande número de demissões

Filas nas portas dos sindicatos, grande movimentação nas agências de atendimento para o seguro desemprego e nas agências bancárias para o saque do FGTS. Infelizmente, este tem sido o cenário de muitas cidades brasileiras nos últimos meses, quando o desemprego começou a crescer no Brasil.

Em São Paulo, por exemplo, a espera pela homologação da demissão e do acerto já chega a três meses. E só a partir daí, os trabalhadores podem dar entrada no seguro desemprego e no FGTS.

Nas regiões de forte atuação da Petrobras, desde o ano passado, as filas na porta dos sindicatos se tornaram uma realidade.

Algumas entidades estimam em 700% o aumento na procura por acerto em função de demissões.

Seria até engraçado se não fosse cômico alguns sindicatos estarem contratando pessoal para dar conta de lidar com as demissões.

Em junho, o desemprego no Brasil atingiu 6,9%, a maior taxa desde 2010, quando o índice atingiu 7%. No ano passado, nesta mesma época, era de 4,8%. São 500 mil pessoas a mais procurando emprego.

E muita gente ainda tem conseguido sobreviver exatamente em função dos acertos firmados pela demissão, do dinheiro do FGTS, do seguro desemprego e de suas reservas. Não é à toa que os saques da poupança aumentam mês a mês.
Algumas pessoas aproveitam o momento de juros altos para outros investimentos mais rentável, mas a maioria tem retirado dinheiro da poupança para honrar seus compromissos do dia a dia.

Fico imaginando como estaremos daqui a alguns meses quando a reserva dos trabalhadores acabar e quando terminar o período de recebimento do seguro desemprego. Como os brasileiros sobreviverão?

Volta da inflação ameaça a conquista histórica da estabilidade econômica

Entre as inúmeras dificuldades que o Brasil vem enfrentando neste momento, uma das mais tristes, do meu ponto de vista, é a volta da inflação. É a sensação de que estamos perdendo uma das nossas maiores conquistas das últimas décadas: a estabilidade econômica, o principal instrumento para o ganho real de qualidade de vida da população.

Qualquer brasileiro com mais de 25 anos tem lembrança de como era a vida com a hiperinflação. Os preços aumentavam, às vezes, mais de uma vez ao longo do dia. Ninguém conseguia fazer nenhum tipo de planejamento. As famílias tinham dificuldades de programar a compra de um bem durável.

O Plano Real trouxe uma realidade não conhecida pelo brasileiro. Cada trabalhador passou a conhecer o valor real do seu trabalho, sabia exatamente o que dava para comprar e as famílias brasileiras deram um salto na qualidade de vida.

Pela primeira vez, conseguiram planejar suas compras, seus momentos de lazer e até mesmo o futuro dos filhos. Foi possível fazer, por exemplo, uma poupança pensando na universidade ou para a compra de uma casa própria. Afinal, dava para ter uma noção de quanto isso custaria por mês.

E agora? Como será a vida do brasileiro daqui pra frente? Já temos inflação próxima de dois dígitos, como não tínhamos há mais dez anos.

Os que mais sofrem com isso são exatamente os mais que ganham menos. As famílias com renda maior apertam seus orçamentos, cortam alguns gastos supérfluos mas acabam conseguindo de alguma maneira comprar o que estão acostumados para o dia a dia.

E quem vive com o salário contado? E quem não tem mais onde cortar? Nesses casos, o salário não fecha mais o mês e as pessoas passam a se alimentar pior, deixam de comprar até mesmo medicamentos e nem sequer pensam em diversão.
É triste ver que nosso povo corre o risco de perder essa conquista tão importante do poder de compra dos salários. O remédio que o governo tem aplicado – juros altos – não tem funcionado. Essa fórmula tem custado caro no bolso do povo e não tem conseguido combater a alta de preços.

Somente a com a recuperação da credibilidade, o governo brasileiro irá promover, ao mesmo tempo, queda na inflação e nos juros e retomada do crescimento. Não há outro caminho. Infelizmente, não vemos o governo da presidente Dilma caminhar nesta direção.

Rodrigo de Castro aprova requerimento para debater o preço da energia e a inadimplência do setor elétrico

Por sugestão do deputado, Comissão de Minas e Energia vai discutir o impacto do desligamento de 21 usinas termelétricas na conta de luz do brasileiro

A Comissão de Minas e Energia aprovou nesta quarta-feira (12/08) dois requerimentos de autoria de seu presidente, o deputado federal Rodrigo de Castro, para que sejam debatidos assuntos relacionados ao preço da energia elétrica. Os dois pedidos foram apresentados em conjunto com o deputado Fabio Garcia. Um deles propõe a discussão em torno do desligamento de usinas termelétricas e os efeitos disso no valor da conta de luz e outro tem como objetivo discutir o impacto e possíveis soluções para a inadimplência com relação à conta de energia.

Estaremos ao lado da população brasileira porque o aumento nas contas de luz deste ano passou do limite suportável. Estamos atentos a essas questões, queremos saber o impacto disso na tarifa de energia, mas também queremos ter certeza de que as termelétricas poderiam ter sido desligadas e que o nível dos reservatórios que abastecem as hidrelétrica nos trazem realmente tranquilidade”, definiu Rodrigo de Castro.

No início desta semana, o governo federal anunciou o desligamento das termelétricas com custo mais alto, mas a redução nas contas de luz ainda será muito pequeno. As termelétricas geram uma energia mais cara e mais poluente e foram acionadas para completar a luz que deixou de ser gerada pela falta de água para abastecer as hidrelétricas e também pelo atraso de inúmeras obras por parte do governo federal.

Em função do acionamento das termelétricas, o sistema energético brasileiro está classificado com as bandeiras vermelhas, o que representa tarifas mais altas. Em períodos de maior uso de hidrelétricas, o país pode estar classificado como bandeira amarela e verde. Apesar do desligamento de 21 termelétricas, o governo ainda não decidiu adotar a bandeira amarela.

Acho que é fundamental a Comissão de Minas e Energia checar isso de perto. Verificar se as termelétricas realmente poderiam ser desligadas e se há condições de passarmos para a bandeira amarela”, disse o deputado, durante a reunião.

Inadimplência

O segundo requerimento aprovado diz respeito à inadimplência de curto prazo no setor de energia elétrica.

Como presidente da comissão, temos recebido uma verdadeira romaria de empresas endividadas por conta de erros seguidos do governo federal, em especial com relação à Medida Provisória 579. Acho fundamental discutirmos soluções para esse problema da inadimplência”, afirmou.

Rodrigo de Castro debate recuperação da indústria naval

Em audiência pública com o ministro Aloizio Mercadante, deputado discute soluções para salvar os empregos do setor e como reduzir as perdas dos fundos de pensão

O deputado Rodrigo de Castro presidiu nesta quarta-feira (05/08) audiência pública da Comissão de Minas e Energia que debateu com o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, a crise na indústria naval brasileira. Somente em janeiro deste ano, foram 3 mil demissões nos estaleiros. Apesar de admitir que há uma forte crise no setor, agravada pelas revelações e prisões da Operação Lava Jato, Mercadante não apresentou nenhum planejamento do governo para a retomada dos investimentos e garantia dos empregos. Atualmente, são 69 mil empregados no setor naval brasileiro, mas esse número já chegou a 82 mil.

“Infelizmente, a previsão é de que em 2015 teremos um cenário ainda pior para os empregos na indústria naval. Pela apresentação do próprio ministro, há uma previsão de que menos contratos sejam firmados nos próximos anos, além de haver uma diminuição dos recursos disponíveis para o financiamento dos projetos. Mesmo diante de tantas dificuldades, percebemos que o governo da presidente Dilma não tem um plano de trabalho para tentar salvar os milhares de empregos da indústria naval” afirmou Rodrigo de Castro.

O ministro creditou a crise no setor à queda do preço do Petróleo no mercado internacional e aos escândalos de corrupção na Petrobras que, segundo estudos apresentados por ele, terão impacto negativo de 1% no PIB brasileiro neste ano. Especificamente em relação à indústria naval, o principal entrave está na empresa Sete Brasil, que foi criada para gerenciar as sondas de exploração de petróleo. Responsável por encomendas de sondas para os estaleiros, a empresa está envolvida na Operação Lava Jato e tem tido dificuldades de obter financiamentos e honrar seus compromissos com os estaleiros.

Mercadante defendeu que a Sete Brasil seja recapitalizada, mas não especificou como isso deve ser feito. O ministro admitiu que, diante da crise, alguns estaleiros serão fechados e haverá demissões, mas acredita que a médio e longo prazo haverá uma recuperação do setor. Ele acredita ainda que o Brasil deve investir em pesquisa para ganhar competitividade e agregar valor e que a participação do governo nessas atividades é fundamental.

Fundos de pensão
Entre os sócios da empresa Sete Brasil, estão bancos, empresas privadas, a própria Petrobras e fundos de pensão. Rodrigo de Castro demonstrou preocupação com o prejuízo que os fundos possam ter prejudicando trabalhadores. O prejuízo estimado é de R$ 2,5 bilhões. O fundo dos funcionários do Banco do Brasil (Previ) e da Caixa Econômica Federal (Funcef) estão entre os acionistas da Sete Brasil.

Os fundos de pensão atravessam um momento muito difícil no Brasil e tememos que os erros de gestão da Sete Brasil tragam grandes prejuízos para os trabalhadores“, afirmou o deputado.

Ainda durante a audiência, o ministro sugeriu que seja feito um trabalho conjunto entre técnicos do governo e membros da Comissão de Minas e Energia para que seja avaliada a situação de cada estaleiro brasileiro.

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