
Belo Horizonte comemora 114 anos, ou seja, inicia hoje o primeiro ano do segundo decênio de seu segundo século de existência. Se, para o ser humano, 114 anos é muito tempo, para uma coletividade, é apenas um começo, a idade de uma geração que ainda tem, entre nós, alguns representantes.
Belo Horizonte é, portanto, uma menina que tem o viço do desabrochar da adolescência, com todas as mutações e inquietações características dessa fase.
Com 4,9 milhões de habitantes, incluindo a região metropolitana, Belo Horizonte é a terceira cidade mais habitada do Brasil e a sexagésima segunda do mundo. Tem um PIB da ordem de R$ 98,5 bilhões, que é maior do que o de mais de 100 países, em todo o mundo, e que corresponde a cerca de 40% da economia do Estado.
Jovem adolescente, e com um desafio de adulto, tão amplo quanto seus horizontes: criar condições de sustentabilidade para a geração de emprego e renda de sua população; estabelecer políticas sociais que garantam mobilidade, saúde, segurança e bem-estar das pessoas; levar a paz aos morros e favelas; e melhorar o quotidiano de todos aqueles que a procuram, tanto para conhecer a beleza de suas montanhas, praças, parques e jardins e saborear a noite de seus barzinhos, como para atividades de business, seminários e congressos – cada vez mais freqüentes, ou simplesmente para conhecer os seus problemas e as suas experiências bem sucedidas. Belo Horizonte, jovem cheia de beleza, cheia de problemas mas cheia também de soluções.
Dentro de mais um ano e meio, essa jovem cheia de experiência, mas como uma debutante, abrirá as portas de seu coração e será particularmente exibida para o mundo. Aí vêm a Copa das Confederações e a Copa do Mundo de Futebol. Com natural vaidade e dedicação ela vem-se preparando para esta festa. Com certeza fará bonito em todas as cores e idiomas.
Mas é preciso que a grandiosidade desses eventos não acabe nas quatro linhas do Mineirão e do Independência. É preciso que a festa extrapole para os limites territoriais de Minas, alcançando, de forma duradoura, a vida dos belorizontinos e dos mineiros.
Para isso, na condição de político, acalentado que foi em seu colo, não posso deixar de expressar, nesta data, a minha declaração de amor por essa jovem, dizendo que a quero cada vez mais bela e mais amada pelos mineiros e por todos que a conhecem e que venham a conhecê-la.
E meus sentimentos se manifestam em forma de projetos que defendo, e para cuja implementação luto em todas as esferas de minha atuação política. São projetos de melhoria que a população já conhece e deseja ver realizados, a saber: o Projeto Parque da Liberdade, que é a integração da praça ao conjunto de prédios que compõem o Palácio da Liberdade para formar o maior centro de cultura e lazer da América Latina (os prédios serão utilizados como museus e áreas de exposição da arte e riquezas de Minas); construção de trincheiras que eliminarão o trânsito do local; e ocupação do espaço dos carros por pistas de corridas e para ciclistas, passarelas e mais área verde; o Projeto BH Viva, a transformação dos prédios ociosos ou abandonados, de propriedade do estado ou do município, em espaços de lazer, convivência e prestação de serviço à comunidade. Até agora são nove subprojetos, sendo um deles o já denominado “Point Barreiro”, através do qual é levado lazer e serviços públicos a mais de 300 mil pessoas; o Projeto Melhoria do Transporte Público, prevendo o aumento da malha do metrô, para oferecer mais comodidade e qualidade de vida à população em geral.
Como cidadão que é cada vez mais Belo Horizonte, eu penso nesta cidade com esses benefícios e melhoramentos para que ela seja cada vez melhor de se viver, cada vez mais belo horizonte.
Rodrigo de Castro – Deputado Federal



















