Blog do Rodrigo de Castro

04 . 11 . 2011

Fala aí, prefeito João!

João Antônio de Souza é médico, cirurgião geral, e está pela quarta vez à frente da Prefeitura de Visconde do Rio Branco, cidade mineira que fica na Região da Zona da Mata, a 268 km da capital.

Dr. João iniciou sua carreira política em 1988, quando o então deputado federal Márcio Bouchardet fez o pedido para que se candidatasse, “já que a cidade estava em estado de completo caos e abandono”, comenta o prefeito. A história de lutas do prefeito João se iniciou cedo, na faculdade de medicina do Rio de Janeiro, quando participou do movimento estudantil e se tornou vice-presidente da Faculdade Nacional de Medicina.

Confira, a seguir, uma rodada de perguntas e respostas com o prefeito João. Fique por dentro das novidades da atual gestão e conheça Visconde do Rio Branco:

Projeto de revitalização Avenida São João Batista

ECRC: Prefeito, quais são os principais projetos de destaque de sua gestão?

Prefeito: Foram muitos os projetos que considero importantes para Visconde. Dentre eles, destaco a chegada da Copasa que possibilitou o tratamento de água no município. Também a infraestrutura, com asfaltamento e calçamento em praticamente todos os bairros da cidade, com rede de captação de água pluvial e toda estrutura necessária. Ainda em obras, foi possível a construção de casas populares e creches. Melhoramos também a educação, com a implantação do SENAI, por exemplo, além de ações voltadas para o desenvolvimento das escolas de Visconde.Foram grandes os investimentos na educação e prova disso é a consolidação do Colégio Rio Branco, instituição eleita como a melhor escola municipal do estado de Minas Gerais em matemática, o que explica o grande número de medalhas nas Olimpíadas Brasileiras de Matemática e muitas outras que também foram importantes em outras gestões.

ECRC: Dr. João, faça uma análise da política brasileira em níveis municipal, federal e estadual.

Prefeito: A política brasileira é centralizada e injusta. Há necessidade de reestruturação do pacto federativo. Os poderes municipais tem escassos recursos e, por isso, o prefeito tem de correr atrás de verbas e conviver com a cobrança da população em obras. O governo central recebe os tributos importantes e não os divide de forma adequada. Em nível estadual tivemos um grande governo com Aécio que marcou a história de Minas e promoveu desenvolvimento de todo estado, da nossa região e nossa cidade. Já na esfera federal, apesar dos recursos, há muita demagogia.  Falta controle eficaz e desperdício de verbas. Por isso, é sempre bom poder contar com o apoio do nosso deputado federal Rodrigo de Castro, sempre preocupado com as causas de Visconde e que sempre trabalha para garantir recursos do estado e da União e fazer de Visconde do Rio Branco uma cidade que cresce e se desenvolve a cada dia.

ECRC: Prefeito, o que a prefeitura tem feito para promover a preservação do meio-ambiente na cidade?

Prefeito: Estamos trabalhando para garantir a proteção do Rio Xopotó e o projeto de tratamento de esgoto ainda está em discussão na Câmara Municipal. Esse trabalho é muito importante para conseguirmos melhorar as condições do nosso rio. Temos um aterro sanitário muito bem estruturado com regulamentação na Fundação Estadual do Meio Ambiente (FEAM). No aterro funciona a Usina de Triagem de Lixo, que separa os restos reciclados e o pátio de compostagem em que aproveitamos o material reciclado úmido para transformá-lo em adubo orgânico. Esse produto é usado no plantio de mudas, reflorestamento e arborização de ruas e praças.

ECRC: Quais são os maiores desafios a serem vencidos em sua gestão, Prefeito? E qual projeto você considera que tem mais destaque?

Prefeito: Um dos grandes desafios é conseguir implantar o tratamento de esgoto, com a parceria do estado e proteção das nascentes do Rio Xopotó. Outro é criar o pólo turístico na Serra da Piedade. Queremos muito concretizar e fazer realidade essas ações. Sobre os projetos já realizados de destaque existem vários, dentre eles, o abastecimento de água; mais de 500 casas populares construídas e implantação de diversas Unidades Básicas de Saúde para operacionalizar os Programas de Saúde da Família.

ECRC: Para finalizar, Dr.João, como é o turismo em Visconde do Rio Branco? Como a prefeitura tem trabalhado nesse sentido no turismo e na cultura.

Prefeito: Temos a melhor exposição agropecuária da região que conta com a presença, todos os anos, de mais de 30 mil pessoas, com shows totalmente gratuitos. Nossa cidade é berço musical. Temos três bandas, um Conservatório Estadual de Música que tem 1500 alunos matriculados. Muitos pesquisadores vem de várias cidades e estados para conhecerem o Conservatório, e também, o nosso Museu Municipal que é um dos mais conceituados da região. Nosso turismo é totalmente cultural.

Obras de proteção do Rio Xopotó

Conheça Visconde do Rio Branco

Visconde do Rio Branco está situada na Zona da Mata, Região Sudeste do estado de Minas Gerais. A Zona da Mata é considerada Zona silenciosa da historiografia Mineira. Seu desenvolvimento econômico e social só apareceu no século XIX. O liberalismo, o progresso que a máquina a vapor e a eletricidade trouxeram, assim como o estilo arquitetônico eclético e uma mentalidade nova caracterizam aquela época. A região não teve a influência dos Bandeirantes em sua formação. Por não se encontrarem aqui riquezas em ouro e pedras preciosas, o que era comum em outras regiões do estado de Minas, é que a Zona da Mata teve seu processo de desenvolvimento retardado. A abertura da estrada nova para o Rio de Janeiro foi, sem dúvida, um importante marco para o progresso da Região, pois ela atravessa a Zona da Mata. Por ela saía toda a produção agrícola da região, principalmente o café, muito cultivado na Zona da Mata, no século passado. Por esse motivo, esta região tinha maior número de escravos a serviço das plantações de café. Daí começou, realmente, o progresso da Zona da Mata, com a abertura de fazendas e afluxo de pessoas para as plantações.

Visconde do Rio Branco faz parte da Zona da Mata, portanto sua história está, de certa forma, dentro deste contexto. Tem uma história bem mais recente em relação a outros lugares de Minas. Com cerca de 37.920 habitantes, Visconde do Rio Branco fica a uma altitude de 340 metros e dista da capital do estado, Belo Horizonte, 268 quilômetros de estrada asfaltada. Nos seus primórdios, a localidade foi, sucessivamente chamada de Xopotó dos Coroados, Aldeamento do Presídio, Aldeia do Presídio, Presídio de São João Batista, São João Batista do Presídio, Presídio, Visconde do Rio Branco, Paranhos e Visconde do Rio Branco.

Remontando ao princípio do século XIX, veremos que a sua história ficou marcada com a instalação, em terras do Presídio de São João Batista, do Quartel de Guido Tomaz Marliére que foi o colonizador, o civilizador das Terras Presidienses e da Zona da Mata. Dessa obra participou Padre Manoel de Jesus Maria, que preparou para Marliére todos os caminhos através de seu trabalho catequético junto aos indígenas locais. Esta região, por ter grande concentração de índios, tornou-se o quartel de Guido Marliére, Diretor Geral dos Índios, cujo domínio ia do Vale do Rio Doce a Campos dos Goitacases, no estado do Rio de Janeiro.

Praça 28 de setembro

Visconde do Rio Branco recebe este nome em 1882 por iniciativa do deputado José Pedro Xavier Veiga que, ao elevar a vila à categoria de cidade no dia 28 de setembro, homenageava José Maria da Silva Paranhos, o Visconde do Rio Branco, autor da Lei do Ventre Livre.

A Cana-de-Açúcar foi durante mais de cem anos, a cultura mais importante do Município. Entre 1822 e meados do século XX, a produção açucareira riobranquense passou a ter destaque estadual. O Engenho Central Rio Branco”, fundado em 1885 por Decreto Imperial, mais tarde de propriedade da Societé Sucriére de Rio Branco S/A, mais tarde denominada Usina São João, e depois da Usina São João II foi por mais de cem anos o impulsionador da lavoura, indústria e comércio locais, pois empregavam milhares de pessoas.

Também o café teve sua época áurea no século passado, chegando mesmo a ser exportado para a Europa, através da importante firma comercial de Adriano Telles & Cia. Adriano Telles, era Português e, juntamente com os Irmãos Mesquita, fundou aqui, em fins do século XIX, sua importante casa comercial que foi fator importantíssimo para o desenvolvimento da cidade.

A Cidade se orgulha de possuir um Conservatório Estadual de Música com 50 anos de existência, duas bandas de música: Filarmônica Rio Branco e Sociedade Musical 13 de maio, conhecidas em várias regiões de nosso estado. A UNIPAC, uma Faculdade com vários cursos dentre eles: Ciências Contábeis, Administração, Sistemas de Informação e Normal Superior recentemente instalado, Escolas Públicas Estaduais e Municipais, Colégios de 2° Grau, além de Cursos Pré-Vestibular, um Museu Histórico inaugurado em 26 de setembro de 1992, dotado de rico acervo histórico e artístico. A cidade possui também a Academia Rio Branquense de Letras, reduto dos valores culturais e artísticos desta terra.

Visconde do Rio Branco pode se orgulhar também de possuir uma área de preservação ambiental, a Serra da Piedade, de exuberante beleza natural, convite à prática do turismo e de grande valor histórico.

Conservatório Estadual de MúsicaConservatório Estadual de Música


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