Blog do Rodrigo de Castro

22 . 11 . 2011

“Mais uma vez, a verdade” – Por Rodrigo de Castro


José Dirceu iniciou uma série de polêmicas, em sua coluna semanal no Jornal O Tempo, agredindo a verdade. Mentiu sobre a proposta do senador Aécio Neves sobre os royalties do minério, que multiplica por cerca de três os recursos atualmente recebidos por municípios mineradores. As mentiras foram rebatidas por mim, no mesmo veículo, com base em cálculos e dados consistentes. Em outro texto, mais uma vez, Dirceu faltou com a verdade e tentou voltar atrás em suas falsas colocações. O principal assunto de seu penúltimo artigo (12.11.2011) foi a tentativa de justificar a omissão do governo federal sobre a reforma tributária em que o ex-deputado se valeu de propostas do PT, mas não a sua real demora, além da falta de capacidade política do governo federal, atribuindo a responsabilidade dos erros cometidos e dos atrasos aos governadores do PSDB.

Defendendo a verdade, em artigo abaixo, mais uma vez, volto a responder a ele afirmando que suas penúltimas palavras se tratam de mais uma falácia. A defesa é em nome de uma real busca pelas melhores ideias, propostas e soluções para Minas e para o Brasil.

O consultor de empresas José Dirceu é uma pessoa engraçada. Não sei se a fama que ele tem corresponde na íntegra à realidade, mas parece que num quesito ela é verdadeira: a sua determinação em tentar moldar a realidade aos seus interesses. Só mesmo isso para explicar a sua penúltima coluna no jornal O Tempo (12.11.2011).

Veja você, José Dirceu iniciou essa série de polêmicas comigo agredindo a verdade. Mentindo sobre a proposta do senador Aécio Neves sobre os royalties do minério, que multiplica por três os recursos atualmente recebidos por municípios mineradores.

Pego em flagrante com a mentira, tentou voltar atrás em outro artigo, se atrapalhou e, quem tem acompanhado o debate percebeu com clareza, a má intenção do ex-deputado.

Quer dizer, ele agrediu a realidade, agrediu o senador, agrediu os mineiros ao faltar com a verdade e, ao se ver confrontado, me acusa, de atacá-lo. Pelo visto, Dirceu não está acostumado a ser contrariado e confunde debate com agressão.

O eixo central do novo artigo dele, sobre o pretexto de apresentar propostas do PT, tem o objetivo político de tentar justificar a omissão do governo federal na condução da reforma tributária.

Atribuiu, em síntese, a demora não à incapacidade política do governo federal em conduzi-la, mas à ausência de empenho por parte dos governadores, em especial como ele disse em artigo anterior, aos governadores tucanos.

Volto a responder a ele dizendo que se trata de mais uma falácia. Com a esmagadora maioria que tem no Congresso, o governo do PT só não aprova o que não quer.

Basta ver que o governo em ato inimaginável, violou a Constituição ao retirar do Congresso a prerrogativa de fixar o valor do salário mínimo, o que passará a ser feito por decreto.

Mesmo com o posicionamento do Supremo, como parlamentar, não há como deixar de me insurgir contra esta medida que deixa menor o legislativo brasileiro.

Alguém já imaginou se isso tivesse sido feito por um governo do PSDB?  Da mesma forma, o governo não aprova a Emenda 29 da saúde, porque não quer. Não aprova a reforma tributária porque não quer.

Existe o ônus e o bônus de se ter maioria no parlamento. Pelo visto, Dirceu quer só os bônus sem ser cobrado pelas omissões. Sujeito engraçado.

Quanto às propostas por ele mencionadas, não há novidade. Na verdade repete algumas questões que muitos de nós defendemos, como a taxação de grandes fortunas.  E outras que já há muito praticamos como a redução ou mesmo a eliminação de impostos.

Dirceu parece não saber que o então governador Aécio reduziu as alíquotas de ICMS de 150 produtos entre alimentos, material escolar e de construção.

Como se vê, o PT está de novo, atrasado.

No mais, como brasileiro, não posso deixar de manifestar a minha perplexidade com reportagem publicada no “Estado de S. Paulo”, no domingo (13.11.2011), na qual Dirceu condena as manifestações contra a corrupção. Não é preciso falar mais nada.


Rodrigo de Castro


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