Blog do Rodrigo de Castro

10 . 08 . 2011

Fala aí, Prefeito Cunha!

Ele iniciou sua carreira política em 1982, quando vereador em Coimbra, cidade situada na região da Zona da Mata de Minas Gerais. Atuou na Câmara Municipal em duas gestões e na sequência foi eleito vice-prefeito em três mandatos. Antonio José Cunha está, pela primeira vez, no comando da Prefeitura Municipal de Coimbra, atuando com muito empenho e dedicação em ações para efetivar melhorias na cidade e na vida dos seus moradores. Nesses dois anos e meio de gestão, o prefeito Cunha destaca as principais conquistas da atual administração, reforça a parceria junto ao Governo do Estado e conta os desafios e realizações de Coimbra.

Confira, a seguir, uma rodada de perguntas e respostas com o prefeito Antonio José Cunha. Fique por dentro das novidades da administração municipal e conheça um pouco mais Coimbra:

ECRC: Prefeito, conte uma pouco sobre a sua trajetória na política.

Prefeito: Iniciei minha carreira política em 1982 como vereador atuando por duas gestões. Resolvi entrar para carreira política buscando um caminho mais perto para poder ajudar a minha cidade, mesmo com todas as dificuldades e limitações encontradas na época. Em 1993, fui eleito como vice-prefeito, atuando por três mandatos (1993-1996, 2001-2004, 2005-2008). Trabalhei reivindicando e auxiliando o prefeito titular no desenvolvimento do município, que tem potencialidade de crescimento e reconhecimento muito importante em níveis regional, estadual e nacional. Foram mandatos que me ajudaram a buscar o poder público como prefeito para poder ajudar mais ainda a população em muitos projetos que eu tinha como vice-prefeito e não foi possível executar. Agora, como prefeito, posso colocar em prática esses projetos e outros mais fazendo uma Coimbra que cresce e se desenvolve. Minhas pretensões vão muito além, mas quatro anos é pouco para executar projetos de pequenos ou grandes portes como nosso município necessita. Tenho, atualmente, além de grandes obras em andamento, a constante busca para solucionar o grande problema que assola nosso país que é a questão do emprego. Sou muito atento às questões humanas e tenho trabalhado muito para garantir melhorias efetivas na vida dos Coimbrenses.


ECRC: Quais fatores foram decisivos para te levarem à vida pública, a trabalhar na política?

Prefeito: O fator que me fez ingressar na carreira pública e política foi simplesmente a vontade de poder fazer algo a mais para o crescimento e o desenvolvimento do município e poder auxiliar e atender as necessidades das pessoas. A especial vontade de ajudar uma classe sofrida, que precisava acreditar no poder público e para ajudar quem necessitava. Além de poder fazer de Coimbra uma cidade melhor de se viver e dar a ela o suporte de melhorias para o crescimento e o desenvolvimento.

ECRC: Cunha, fale um pouco sobre as particularidades, características e potencialidades de Coimbra.

Prefeito: Coimbra, fundada pelo português Manoel de Coimbra, é uma cidade bem situada geograficamente por estar em um eixo estratégico onde flui uma grande malha viária do nosso País. Uma cidade acolhedora, de costumes como muitas outras cidades do interior de Minas Gerais que tem tradições variadas.
Coimbra experimenta um momento de muitas transformações, se tornando um município reconhecido pela administração séria desde que assumimos em 1993. Isso faz com que ela seja também conhecida pela grande produção de tomates que abastece as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte.

ECRC: Prefeito, como o senhor avalia a política brasileira em níveis municipal, estadual e federal?

Prefeito: Com a crise financeira que assolou o nosso País no início de 2009, quando muitos prefeitos assumiram as prefeituras pela primeira vez, nos sentimos parcialmente prejudicados. Por termos um plano de governo para colocar em prática, não foi possível fazer de imediato por causa dos cortes do FPM e, assim, obrigou os municípios a fazerem uma séria e brusca contenção de gastos em geral. Somente com os recursos próprios do município não é suficiente para atender toda demanda, todas as necessidades. Mas ainda assim, embora com dificuldades, conseguimos vencer e só agora estamos realizando algo a mais, depois de termos passado por essa grande crise financeira mundial. Com o apoio do estado e também da união em muitos convênios, é possível executar algumas das diretrizes do nosso plano governamental. Mas em geral, os municípios levam a sério a administração do dinheiro público e a obrigação de cada um de nós, prefeitos, é fazer o melhor para a população municipal. Com certeza, o Governo de Minas é o carro chefe que muito nos apoia, dando incentivos e suporte em muitos dos nossos projetos.

ECRC: Existe uma parceria da Prefeitura Municipal com o Governo do Estado de Minas Gerais e a iniciativa privada para o Pólo de Produção de Carnes. Como está o andamento do projeto?

Prefeito: A parceria de Coimbra com o Governo do Estado sempre foi dentro das expectativas por termos como nossos representantes atuais o Deputado Federal Rodrigo de Castro e o Deputado Estadual Mauri Torres. Jamais podemos nos esquecer do apoio incansável, quando deputado federal e hoje chefe da casa civil, nosso Danilo de Castro. A partir da parceria com o Governo do Estado e dos nossos representantes é que foi possível o início das obras de construção do Abatedouro Regional, que vai atender 13 municípios da microrregião de Viçosa para uma população de quase 300 mil pessoas. O projeto está dentro das conformidades legais e as obras a todo vapor com o tempo recorde. Teremos uma carne com o selo de qualidade e vamos promover a qualidade de vida, mais saúde, emprego, desenvolvimento e renda para Coimbra e região.

ECRC: Prefeito Cunha, quais são os principais projetos de destaque da sua gestão?

Prefeito: Os projetos em destaque do nosso governo são a construção do abatedouro regional; a creche municipal; a busca constante de indústrias para atender a demanda de empregos; moradias dignas; promoção humana; educação e saúde cada vez melhores. Sem contar da busca de promover mais lazer e cultura para todos.

ECRC: Como a prefeitura trata a questão ambiental em Coimbra e região,  prefeito?

Prefeito: Na questão ambiental, nosso município sempre teve a preocupação de estar dentro dos parâmetros legais e na busca pela conscientização da preservação do nosso planeta que vem sofrendo desgastes e destruições. Mas Coimbra está fazendo sua parte, como também acredito que a região o mesmo, para que o meio ambiente seja visto como prioridade total em favor do futuro da humanidade. Nós temos a responsabilidade e compromisso de fazer a nossa parte.

ECRC: Quais são os maiores desafios a serem vencidos em sua gestão, Cunha?

Prefeito: Meu maior desafio nessa gestão é poder cumprir minhas diretrizes governamentais, mesmo depois de uma crise. Que Deus me ajude, através dos nossos representantes parlamentares, poder vencer essa etapa e, assim, poder dar continuidade numa próxima gestão para concretizar meus projetos. Temos o privilégio de ter como representante parlamentar na esfera federal o Deputado Rodrigo de Castro, que é hoje um grande suporte, que nos ajuda a executar nossos projetos grandiosos conveniados com o estado e a união. Aproveito a oportunidade, em nome de cada munícipe, para agradecer ao mesmo por tudo que já foi feito e vem fazendo por uma Coimbra melhor.

ECRC: Prefeito, deixe uma mensagem para os leitores do Blog do Rodrigo de Castro.

Prefeito: Aos blogueiros do Deputado Rodrigo de Castro deixo aqui minha mensagem de gratidão e reconhecimento em nome de todos aqueles que na última eleição puderam confiar mais uma vez na sua competência, fazendo-o reeleito e assim podendo continuar mostrando sua potência, seu trabalho, seus projetos e sua raiz política vinda do seu grande pai Danilo de Castro. Rodrigo de Castro é uma grande pessoa, além de ser grandioso como representante do povo junto ao Governo Federal.



Conheça Coimbra – Características da cidade

A origem dos acontecimentos em Minas Gerais desde os finais do século XVII se deu de maneira diversa. Coimbra, lugar aprazível, de origem relativamente recente, cuja amenidade do clima não admite confronto, seguiu o costume da época.

No caso específico, constata-se que o lusitano Manoel Coimbra centralizou sua ação pioneira no território onde atualmente está localizada a cidade. Proprietário de um sítio, teatro sem dúvida de muitos episódios histórico e cultural, doou uma faixa de terra ao patrimônio canônico, onde se construiu a ermida que se denominou Capela de São Sebastião dos Coimbras, imprimindo novos rumos ao destino do lugarejo. Com a força civilizadora e religiosa, as pessoas sentiam-se mais seguras, certas de poderem contar com a assistência de um chefe espiritual, ainda que esporadicamente, pois não tinha um padre fixo.
Durante o período em que o Brasil foi colônia portuguesa e, posteriormente, Império, a divisão administrativa misturava-se à classificação eclesiástica dada ao lugar. Assim, quando um povoado era denominado Capela, ele era um arraial ou um distrito. Quando progredia, o arraial transformava-se em paróquia ou freguesia, podendo então ser um distrito ou uma vila. O nome cidade era apenas honorífico, uma vez que quando o local era elevado à categoria de vila recebia foros de município, sediando, portanto, a Câmara, a Juricatura etc.

Coimbra teve as seguintes classificações no contexto administrativo de Minas Gerais: A Lei nº 1.103, de 16 de outubro de 1861, elevou o arraial à categoria de distrito ou capela filial, passando a pertencer à Vila de Santa Rita do Turvo (atual cidade de Viçosa) como Distrito e depois à Paróquia de Santa Rita do Turvo como Capela Filial, antes fazia parte da Paróquia do Pomba e de Ubá.
Em 1870, crescendo em importância, deixou de ser Capela Filial para se tornar Capela Curada e passou a contar com um padre ou cura fixo no local. Assim, funcionou até a sua elevação à paróquia ou freguesia pela Lei nº 2.031, de 1º de dezembro de 1873.
O lugar cingido por montanhas verdejantes, de clima saudável e água de poder rejuvenecedor, atraía pessoas oriundas de várias plagas. Os viajantes ao se encontrarem pelas estradas, com algum problema pendente, marcavam encontro no sítio do Manoel, que depois foi denominado de pousada dos Coimbras e, posteriormente, Rancho, que também funcionou como correio. Nesse período, as correspondências, gêneros alimentícios e as mais variadas mercadorias eram trazidos pelos tropeiros e mascates, que faziam pouso no Rancho de Coimbra, em lombos de burros, bestas ou mulas, dentro de malas de couro cru, também chamadas bruacas, apropriadas para o transporte seguro de objetos perecíveis.

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