
Pela oportunidade do tema e propriedade do texto, reproduzo aqui artigo do nosso vice-governador, Alberto Pinto Coelho, em que demonstra a percepção do surgimento, em Minas Gerais, de uma nova escola política, esteada no legado da família Neves, o qual, com sabedoria, vem sendo repassado à sociedade brasileira por um herdeiro legítimo que se fez líder na Câmara dos Deputados, no seu Estado de origem, como Governador; e no Brasil, como a expressão jovem e moderna da política nacional: Aécio Neves.
Escola dos Neves, de JK, que tem em Aécio, em Anastasia, em Alberto Pinto Coelho, autor do artigo, e em outros expoentes mineiros, a plêiade de políticos em que se vai mirar o país para a construção de uma nova democracia, com sentido de povo, de cidadania e de inclusão social.
Rodrigo de Castro
Nova escola política
Jornal Estado de Minas / 16.03.11
Alberto Pinto Coelho – Vice-governador de Minas Gerais
Está cada vez mais generalizado o conceito de que, enquanto a sociedade brasileira passa por um processo de modernização acelerada, sob todos os aspectos, o estado, como instituição governamental, se mantém atrasado e preso a usos e costumes ultrapassados ou, mesmo, em conflito aberto com o processo de modernização social e econômica que vive o país. A política deveria passar, pois, por um “choque de modernidade”, de maneira a colocá-la em sintonia com as exigências desse novo tempo. Em Minas Gerais, especificamente no campo da sua gestão pública, esse “choque” já foi dado logo no início do governo Aécio Neves, em 2003, renovando-se sua aplicação em 2007, em seu segundo período de governo. Cumpre-se, nesse momento, no governo Antonio Anastasia, a terceira etapa desse processo de franca modernização do estado, com positivos resultados no âmbito estadual e de repercussões evidentes no plano nacional e, ainda, no exterior.
Por isso, percebe-se claramente em Minas Gerais uma fina sintonia entre governo e sociedade, traduzida, na prática, pelo recorde de aprovação obtido pelo governador Aécio Neves em seus dois mandatos, assim como a eleição, em primeiro turno, do seu sucessor, o governador Anastasia. Chama a atenção que esse processo de reencontro da confiança recíproca e da mútua estima entre governantes e governados tenha sido liderado por um político jovem e que traz, em sua gênese de homem público, um extraordinário caldeamento das melhores tradições do espírito público mineiro e republicano.
Do lado materno, desnecessário é ressaltar a raiz familiar que o vincula ao avô Tancredo de Almeida Neves, a quem era umbilicalmente ligado. Teve, assim, o privilégio de participar, intensamente, da trajetória que conduziu Tancredo Neves do Senado Federal ao governo de Minas, em 1982, passando pela histórica campanha cívica das Diretas-já e culminando com a eleição do governador de Minas para a Presidência da República, em 1985. Essa intensiva experiência política amadureceu muito cedo o jovem Aécio, credenciando-o a quatro eleições sucessivas como deputado federal por Minas Gerais a partir de 1986, elegendo-se presidente da Câmara dos Deputados no biênio 2001/2002. Antes, por quatro vezes consecutivas, de 1997 a 2000, foi eleito líder do PSDB na Câmara dos Deputados, fato inédito na história do partido.
Para melhor explicar esse fenômeno político, vale registrar que se, do lado materno, Aécio traz nas veias o poderoso gene político da família Neves, seu avô paterno, Tristão da Cunha, pensador, professor de alemão do célebre Colégio Pedro II, foi também um eminente político mineiro. Um dos signatários do histórico Manifesto dos Mineiros, em 1943, pelo fim da ditadura do Estado Novo, Tristão da Cunha foi secretário de Estado do governo Juscelino Kubitschek e deputado federal por Minas Gerais em quatro mandatos consecutivos, de 1946 a 1962. Passou, então, a tocha parlamentar às mãos do filho Aécio Ferreira Cunha, o saudoso pai de Aécio Neves, figura de singular caráter e de destaque no Congresso Nacional durante 25 anos. O que conferiu, porém, a Aécio Nevesidentidade política com luz própria foi a capacidade de aliar a rica herança política que lhe proveio das vertentes familiares a um novo estilo de ação no domínio público, contemporâneo das profundas transformações da sociedade brasileira. Fazendo a dialética entre tradição e modernidade, Aécio constrói a síntese de uma nova escola política, em plena ascensão.
Esta nova escola política foi testada com êxito em sua brilhante passagem pela presidência da Câmara dos Deputados. Durante sua gestão, pela primeira vez, a Casa economizou e devolveu recursos ao Tesouro Nacional. Promoveu ousadas reformas administrativas. Garantiu avanços expressivos no campo político com a aprovação do “pacote ético” que, entre outros, reformulou o conceito de imunidade parlamentar, possibilitando, desde então, o julgamento de deputados por crimes comuns. Houve também a criação do Código de Ética e Decoro e do Conselho de Ética da Câmara. Outra inovação foi tornar disponível, a todo cidadão, via internet, o acompanhamento de projetos de lei (PLs).
Mas a grande e decisiva credencial da nova política que Aécio Neves representa hoje no Brasil tem seu alicerce fundamental na obra de governo realizada nos últimos oito anos em Minas Gerais. Implantar na administração pública graus cada vez maiores de eficiência, comparáveis aos da iniciativa privada, buscando, em instância final, dar qualidade ao governo e pôr o estado em condições de efetivamente bem servir à população, é uma proposta que a sociedade brasileira reclama e exige dos seus governantes. O senador Aécio Neves tem a receita na mão, testada e aprovada, com muito gosto, pelo povo mineiro – legítima síntese da nacionalidade.
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