
O governo federal anuncia para hoje, em Belo Horizonte, o lançamento do projeto “Rede Cegonha” que pretende dar assistência às gestantes e aos recém-nascidos até a idade de 02 anos.
Essa é uma ação importante, com a qual o governo de Minas vem se preocupando desde 2003. A prioridade conferida à questão por Aécio Neves e Antonio Anastasia, nesses últimos oito anos, e a forma com que eles estruturaram o atendimento à mulher gestante, resultaram na redução do índice de mortalidade infantil em 24,56%. Isto significa que, de 2003 para cá, para cada mil crianças nascidas com vida no território mineiro, 4,31 deixaram de morrer. Além disso, diminuiu-se também em 6%, no período, o índice de morte materna.
Veja como Minas conseguiu esse fantástico resultado. Primeiramente foi implantado o programa “Viva Vida”, em que foram alocados recursos que possibilitaram: o aumento de leitos de UTI pré-natal de 141 para 434. Ou seja, temos hoje, no Estado, três vezes o número de leitos que tínhamos em 2002 para aquele atendimento. Aumentou-se o número de consultas para as mulheres em período de gestação, tendo-se chegado à média de sete consultas para 65% das mulheres atendidas pelo SUS. Antes, apenas 48% delas conseguiam esse número de consultas. Somente essa estratégia possibilitou a realização, no período, de mais de dois milhões de mamografias, além das outras ações de prevenção, educativas, de diagnóstico, tratamento e recuperação.
Foram implantados 24 Centros Viva Vida, os CVV, em cidades estratégicas para a regionalização do atendimento, de forma a colocá-lo o mais próximo possível da moradia da gestante (CVV de Brasília de Minas, Itabirito, Santo Antônio do Monte, Janaúba, Capelinha, Frutal, Governador Valadares, Sete Lagoas, São Lourenço, Lavras, Taiobeiras, Januária, Juiz de Fora, São João Del Rei, Leopoldina, Santa Luzia, Patrocínio, Campo Belo, Jequitinhonha, Teófilo Otoni, Manhuaçu, Diamantina, Itabira e Viçosa). Estão em implantação mais 13 CVV, dos quais 03, ainda este ano (Ribeirão das Neves, Pirapora e Patos de Minas).
Mais pertos das gestantes, os CVV deram mais efetividade ao programa, possibilitando a realização, mais amiúde, de consultas ginecológicas, exames de prevenção de câncer de mama e de colo uterino e atendimento especializado a gestantes e recém-nascidos de alto risco. São colocados à disposição dos usuários, profissionais como ginecologista, assistente social, nutricionista, enfermeiro, mastologista, urologista, fisioterapeuta e psicólogo.
Ainda dentro do programa Viva Vida, foi criada a Casa da Gestante para o atendimento especializado às portadoras de gravidez de alto risco que não precisam de internação. A Casa da Gestante fica, em geral, dentro de hospitais e estão preparadas para prestar um atendimento humanizado ao público-alvo, contribuindo para a diminuição da morte materna e infantil na medida em que possibilitam o deslocamento da criança ainda na barriga da mãe em uma gestação de alto risco. Se houver algum problema, ambos estarão perto do hospital onde o parto será realizado.
Ao todo, são sete Casas da Gestante no Estado. Belo Horizonte conta com três, localizadas no Hospital Julia Kubistchek, Maternidade Odete Valadares e Sofia Feldman; em Juiz de Fora, no Hospital João Penido; em Barbacena, na Santa Casa de Misericórdia; em Patos de Minas, no Hospital Regional Antônio Dias; e em Varginha, na Fundação Municipal. A Casa de Montes Claros está prevista e em fase de licitação para início das obras. Há planejamento do governo de Minas, a previsão de implantação de mais 13 Casas, uma em cada macrorregião.
Outra novidade do Programa é a criação dos Comitês de Prevenção da Mortalidade Materna e Prevenção do Óbito Fetal e Infantil, estruturados com o objetivo de identificar o óbito e investigar a sua causa, o que representa um diagnóstico mais preciso para fundamentar as constantes ações de revisão e reformulação do programa.
O Viva Vida trabalha também com a corresponsabilização social, assentada na ideia de que a defesa da vida é uma causa de todos. E, nesse sentido, procura estabelecer uma mobilização social com objetivo de inserir, na luta pela defesa da vida, representantes de organizações governamentais e não governamentais. Tais atores são estimulados a agir em defesa da redução da mortalidade infantil e materna em seus campos de atuação específicos e áreas de abrangência estadual, microrregional e municipal.
É com essa seriedade e dedicação que Minas vem trabalhando na assistência à gestante e à criança e alcançando, como visto, significativa melhora nos índices de mortalidade materna e infantil.
Minas saiu à frente com o Viva Vida, que é um programa estruturante de vanguarda. Será cada dia melhor e incorporará os benefícios a serem anunciados no projeto “Rede Cegonha”, do governo federal.
Rodrigo de Castro



















