
Técnicos da Universidade Federal de Viçosa (UFV), na Zona da Mata de Minas Gerais, trabalham no desenvolvimento de uma embalagem funcional, contribuindo significativamente para tornar os produtos cada vez mais saudáveis prolongando sua vida útil. Liderada pela professora Nilda de Fátima Soares, do Departamento de Tecnologia de Alimentos, a equipe tem atribuído várias funções às embalagens de frutas, hortaliças, carnes e massas. “A indústria alimentícia tem apostado muito nas nossas pesquisas, porque há demanda. Essas embalagens são vantajosas tanto para os consumidores, que terão garantia de segurança alimentar, quanto para os produtores, que ganharão rentabilidade, pois terão mais tempo para comercializar e menos desperdício”, explica Nilda.
Para o deputado federal Rodrigo de Castro (PSDB-MG), os benefícios que o projeto vai trazer para a sociedade são inúmeros. “Em relação à segurança alimentar, além da presença de informações que as embalagens passarão a prestar ao consumidor, também será dispensado a aplicação de conservantes aos alimentos. Mais benefícios à saúde e aprimoramento dos negócios das indústrias de alimentação”, disse. E parabeniza a professora Nilda e os pesquisadores. “Espero que eles possam, no mais curto tempo, disponibilizar ao mercado e à sociedade esses avanços tecnológicos, fruto de um trabalho persistente e de inteira dedicação”.
Desde 1998, os 25 pesquisadores ( alunos e ex-alunos da UFV), já patentearam várias modalidades das embalagens e acreditam que há uma preocupação crescente com a biossegurança alimentar. Para Washington Azevedo da Silva, membro da equipe do Laboratório de Embalagens da UFV e professor da Universidade Federal de São João Del Rei, “desde os atentados terroristas de 2001, em Nova York, nos Estados Unidos, toda tecnologia que contribui para detectar bactérias ou qualquer elemento estranho em alimentos é estimulada”.
O professor Washington Silva, acredita que além da segurança, o consumidor passa a ter instrumentos mediadores de qualidade, como sensores ou etiquetas que alteram a cor se o prazo de validade expirar ou se for detectada a presença de alguma bactéria. No caso da carne, por exemplo, a deterioração é bastante possível se ficar muito tempo exposta ao ar ou se receberem grande incidência de luz. Então foi desenvolvido um plástico que absorve oxigênio e dióxido de carbono, com agentes bloqueadores de raios ultravioleta, pelo Laboratório de Embalagens da UFV.
*Com informações do Correio Braziliense



















