Blog do Rodrigo de Castro

10 . 06 . 2010

Rodada com Rodrigo | Programa 02

As eleições deste ano vão discutir ideias e projetos, fugindo do lugar comum que é a comparação superficial entre candidatos e o que foram e fizeram no passado.
Assim, torna-se importante que o eleitor conheça não só os candidatos, quando se definirem, como também os políticos em quem votou, e que estes, também, se deixem conhecer, manifestando sua opinião sobre os mais diversos temas com que a sociedade se defronta.
Vamos dedicar este espaço para responder perguntas que são dirigidas ao deputado Rodrigo de Castro sobre temas relevantes ou polêmicos do dia a dia.
Entre nessa roda!

Ouça o Rodada com Rodrigo:

Perguntas recebidas:

Você andou criticando quem está fazendo propaganda antecipada…

É, ficam brincando com coisa séria! Acham que é só pagar a multa estabelecida pela justiça eleitoral, e tá resolvido. Não é assim. Primeiro, comete-se uma tremenda violência eleitoral. Imagine se, na corrida de 100 metros, um atleta disparasse antes do tiro de largada e tivesse apenas que pagar uma multa pelo seu desrespeito aos demais competidores! Na eleição é a mesma coisa. Só que não tão explícito.
Depois, a gente tem que também deixar claro que isto é um mau exemplo para a sociedade. O presidente da República faz chacota da lei e da decisão da justiça. O descaso pelas regras da competição é a mais cabal ridicularização da lei. E isso se torna mais grave quando se considera a impunidade que já impera neste país.

O que você acha da iniciativa do Brasil de buscar intermediar conflitos internacionais?

A experiência não tem sido muito positiva. Alguns erros são fundamentais na inviabilização do interesse do Lula na intermediação dos conflitos: a aproximação e apoio ao Irã – uma ditadura em que as mulheres e os jovens são reprimidos – contra a Europa e os Estados Unidos, na questão da atividade nuclear; o posicionamento sempre perfilado com o ditador Hugo Chávez e Fidel Castro; a guarida dada ao presidente deposto de Honduras, Zelaya; o apoio ao controverso egípcio Hosni  para o cargo de Diretor-Geral da UNESCO, onde brasileiros que eram candidatos não receberam apoio do seu próprio país.Quando a diplomacia brasileira toca a música, o Brasil dança.

Que acha da notícia, divulgada estes últimos dias, da criação da primeira célula sintética?  Está correta a atitude de Obama de solicitar o acompanhamento e a revisão dos estudos por parte dos cientistas oficiais?

A experiência do grupo americano, que resultou na criação de uma célula sintética, é uma nova esperança para o mundo. Com certeza, estamos mais perto da descoberta das vacinas e, portanto, da cura das doenças. O que deve reger esse caminho é a felicidade do ser humano, e não os preconceitos. Qualquer descoberta, por mais simples que seja – um bisturi, por exemplo – pode ser empregada para o bem e para o mal. Por isso, age corretamente o Presidente dos Estados Unidos ao fazer acompanhar o desenvolvimento científico do desenvolvimento de um suporte legal que garanta o bem comum.  Não podemos concordar, no entanto, é com qualquer iniciativa do grupo, como se aventou, em patentear a técnica que levou àqueles resultados. Isso deve ser de domínio público, ou melhor, de livre acesso aos cientistas, uma vez que é uma conquista acumulada de toda a humanidade, e não apenas de um grupo.


Comente